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Presidente da Lombardia, Roberto Maroni, fala com a imprensa após votar em referendo sobre autonomia da região em Lozza, Itália 22/10/2017 REUTERS/Alessandro Garofalo

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Por Francesca Landini

MILÃO (Reuters) - Duas regiões ricas do norte da Itália votaram a favor de uma autonomia maior em referendos realizados no domingo que podem atiçar novas tensões regionais na Europa, no momento em que a Espanha tenta impedir a separação da Catalunha.

Mais de 90 por cento dos milhões de habitantes da Lombardia e de Vêneto, ambas administradas pelo partido antes abertamente secessionista Liga Norte, votaram pelo "sim", segundo resultados preliminares divulgados pouco antes da meia-noite local.

O partido convocou os referendos para obter um mandato para negociar um arranjo financeiro melhor com o governo central de Roma, uma ambição que espelha o objetivo catalão de reaver impostos recolhidos por Madri.

A estimativa de comparecimento na Lombardia ficou acima dos 40 por cento, disse o presidente da região, Roberto Maroni, aos jornalistas, ao anunciar os números preliminares. Em Vêneto, chegou a 57 por cento.

"Agora podemos escrever uma nova página: as regiões que pedem mais poder o obterão", disse Maroni à imprensa em Milão.

"Estou falando, por exemplo, do poder de debater rendas tributárias que normalmente vão para Roma... este é o primeiro passo de um caminho para grandes reformas", acrescentou.

Ao contrário do referendo de independência de 1º de outubro da Catalunha, que a Espanha declarou ilegal, as votações italianas foram realizadas de acordo com a Constituição -- mas Roma não tem obrigação de acatá-las.

A Lombardia, sede do polo financeiro de Milão, representa cerca de 20 por cento da economia da Itália, que por sua vez é a terceira maior da zona do euro. Vêneto, que inclui o grande destino turístico de Veneza, representa 10 por cento.

Nas duas regiões, muitas pessoas se queixam de que seus impostos são desperdiçados pelo governo central, acusando Roma de oferecer serviços públicos de baixa qualidade e de desviar fundos para o sul pobre da nação.

Especialistas políticos dizem que nenhuma delas deve conseguir tirar muito dinheiro do governo central sem causar problemas para regiões do sul.

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Reuters