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O rei Felipe e a rainha Letizia durante celebrações em Santiago de Compostela, na Espanha, na semana passada. 25/07/2014 REUTERS/Miguel Vidal

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MADRI (Reuters) - Membros da família real, envolvida em escândalos, não poderão trabalhar para empresas particulares, e contas palacianas serão sujeitas a uma auditoria externa, de acordo com as novas regras impostas pelo rei Felipe 6º para ajudar a monarquia espanhola a reconquistar a popularidade.

Felipe, que se tornou rei no mês passado, depois que Juan Carlos abdicou, quer que sua família recupere a reputação da realeza, manchada desde que seu cunhado foi acusado de corrupção em 2011.

Juan Carlos concordou em submeter os assuntos monárquicos a um exame público maior no ano passado, nos termos de uma nova lei de transparência, mas seu filho quer ir mais longe para reconquistar a aprovação popular.

As novas regras sobre a atuação no setor privado, anunciadas pelo palácio real nesta segunda-feira e que devem ser aprovadas até o fim do ano, aplicam-se a Juan Carlos e à sua mulher, Sofia, assim como à mulher de Felipe, a rainha Letizia, uma ex-jornalista, e suas duas filhas pequenas.

Elas não afetam as duas irmãs de Felipe, agora consideradas parentes da família real em invés de membros, e ambas trabalham para grandes fundações espanholas.

Sua irmã Cristina de Borbon enfrenta acusações de evasão fiscal e lavagem de dinheiro em uma investigação sobre as transações comercias de seu marido, Iñaki Urdangarin.

Cerca de dois terços dos espanhóis querem que seja feito um referendo sobre o status da monarquia, segundo uma pesquisa recente do instituto Metroscopia, embora outra enquete tenha mostrado que a maioria dos cidadãos continua a apoiar uma monarquia parlamentar, em vez de uma república.

(Reportagem de Tracy Rucinski)

Reuters