Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Palestino carrega seu filho na Cidade de Gaza. 1/09/2014. REUTERS/Mohammed Salem

(reuters_tickers)

RIAD (Reuters) - O rei Abdullah, da Arábia Saudita, rompeu seu silêncio nesta sexta-feira depois de três semanas de conflito na Faixa de Gaza, condenando o que qualificou como silêncio internacional sobre a ofensiva de Israel e descrevendo-a como crime de guerra e "terrorismo patrocinado pelo Estado".

A Arábia Saudita, que se considera um país líder no mundo muçulmano sunita, tem desempenhado um papel pouco relevante na diplomacia para restabelecer a calma em Gaza, deixando o Egito como principal representante do mundo árabe nos esforços para um cessar-fogo no território palestino, bem como o Catar, também uma monarquia do Golfo Pérsico.

"Nós vemos o sangue de nossos irmãos na Palestina derramado em massacres coletivos que não excluem ninguém, e crimes de guerra contra a humanidade sem escrúpulos, humanidade ou moralidade", disse Abdullah em um breve discurso lido em seu nome na televisão estatal.

“Essa comunidade (internacional), que tem observado em silêncio o que ocorre em toda a região, ficou indiferente com o que está ocorrendo, como se não fosse da sua conta. Um silêncio que não tem justificativa”, disse ele no discurso.

Seu discurso, que focou principalmente no que ele descreveu como uma vasta ameaça da militância islâmica no Oriente Médio, foi divulgado depois de críticas por parte de alguns sauditas nas mídias sociais, incluindo clérigos proeminentes, que questionaram o silêncio d o governo em relação à crise de Gaza.

O rei saudita criticou os militantes e afirmou que eles estão matando inocentes e mutilando seus corpos, em contravenção aos ensinamentos islâmicos. Ele pediu que os líderes e estudiosos da religião na região evitem que o Islã seja dominado pelos militantes.

O rei Abdullah não mencionou nenhum grupo, mas parecia se referir à violência em países vizinhos, como Iraque e Síria, onde o grupo Estado Islâmico capturou porções dos dois territórios, matando dezenas de pessoas e forçando cristãos a fugirem.

A política da Arábia Saudita em relação à Gaza tem como complicador sua desconfiança do governo do Hamas, um movimento islâmico com estreitos vínculos ideológicos e políticos com a Irmandade Muçulmana, que o governo saudita considera uma organização terrorista.

(Por Rania El Gamal e Sami Aboudi em Dubai)

Reuters