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Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, Penny Mordaunt, em Londres 09/11/2017 REUTERS/Mary Turner

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Por William Schomberg

LONDRES (Reuters) - O Reino Unido não financiará mais agências estrangeiras de ajuda humanitária se elas não aprenderem a lição do escândalo de abuso sexual da Oxfam, e o governo britânico debaterá possíveis processos com as forças da lei, disse a ministra britânica do Desenvolvimento na quarta-feira.

Penny Mordaunt, secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional, disse a grupos de combate à pobreza que o Reino Unido --um dos doadores mais generosos do mundo para ações de desenvolvimento no exterior-- cortará o financiamento se eles não conseguirem mostrar que estão livres do tipo de abuso que abalou a Oxfam.

Na sexta-feira, o jornal Times noticiou que alguns agentes da Oxfam pagaram para fazer sexo com prostitutas no Haiti depois do terremoto que vitimou o país em 2010. A Oxfam nem confirmou nem negou a reportagem, mas disse que uma investigação interna de 2011 confirmou que houve má conduta sexual e que se desculpou.

"A menos que vocês salvaguardem todos com quem sua organização entra em contato, incluindo beneficiários, funcionários e voluntários, não os financiaremos", disse Penny em uma conferência realizada em Estocolmo, à qual compareceram representantes de agências de desenvolvimento.

"A menos que vocês criem uma cultura que priorize a segurança de pessoas vulneráveis e na qual vítimas e delatores possam se pronunciar sem medo, não trabalharemos com vocês", afirmou.

"E a menos que vocês relatem todo incidente ou alegação grave, não importa o quão danoso seja para sua reputação, não podemos ser parceiros".

Uma autoridade haitiana de alto escalão disse que seu país está buscando cooperação, e mais adiante responsabilização, no caso envolvendo a Oxfam.

"O Haiti está esperando uma colaboração genuína da Oxfam, do Reino Unido e do governo belga", disse o ministro da Justiça, Heidi Fortuné, em uma entrevista na quarta-feira.

O Haiti também pode revogar os direitos da Oxfam de operar na ilha caribenha, disse Aviol Fleurant, ministro do Planejamento e da Cooperação Externa.

Autoridades da Oxfam foram intimadas a se reunir com funcionários de seu ministério nesta quinta-feira para explicar as acusações de má conduta sexual, segundo Fleurant.

A prostituição é crime no Haiti, mas não ficou totalmente claro que outros crimes os agentes da Oxfam podem ter cometido. A entidade recebe o equivalente a cerca de 44 milhões de dólares por ano do governo britânico.

(Reportagem adicional de Joseph Guyler Delva, em Porto Príncipe)

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