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Premiê britânica, Theresa May 17/04/2018 Daniel Leal-Olivas/Pool via Reuters

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Por William James

LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta terça-feira que lamenta o papel do Reino Unido na formulação de leis discriminatórias contra gays em suas ex-colônias, procurando responder críticas da Comunidade Britânica (Commonwealth) durante uma reunião da entidade em Londres.

May está tentando revigorar a Commonwealth, uma rede de 53 países que em sua maioria foram colônias britânicas, no momento em que o Reino Unido estuda novas maneiras de projetar sua influência no mundo e se estabelecer como líder do livre comércio após sua desfiliação da União Europeia.

Discursando no segundo dia de uma cúpula de uma semana em Londres, May abordou uma ampla gama de questões humanitárias e ambientais, inclusive leis que proíbem relações homossexuais em 37 de seus 53 países-membros.

"Estou bem ciente de que estas leis muitas vezes foram adotadas por meu próprio país. Elas estavam erradas à época e estão erradas agora", disse. "Como primeira-ministra do Reino Unido, lamento profundamente tanto o fato de tais leis terem sido adotadas quanto o legado de discriminação, violência e até morte que persiste hoje".

A cúpula também tem sido marcada por uma admissão oficial de que o governo britânico tratou imigrantes que chegaram de países do Caribe mais de 50 anos atrás de maneira "assombrosa", identificando-os incorretamente como imigrantes ilegais.

Falando ao lado de May, o premiê jamaicano, Andrew Holness, provocou uma reação entusiasmada da plateia ao exortar sua colega a reagir prontamente à questão.

"É uma questão de justiça", disse. "Isso levará segurança, certamente para aqueles que foram afetados, e é o tipo de prosperidade inclusiva que defendemos como povos da Commonwealth".

A própria May pediu desculpas pelo tratamento brutal da chamada "Geração Windrush", cujos pais foram convidados a ir para o Reino Unido para compensar a falta de mão de obra após a Segunda Guerra Mundial e que mais tarde foram prejudicados por um endurecimento das regras imigratórias em 2012, quando May era ministra do Interior.

Embora não exista um bloco de livre comércio na Comunidade Britânica seus membros comprem menos de 10 por cento das exportações britânicas, os ministros do gabinete de Londres veem o grupo e seus 2,4 bilhões de habitantes como uma parte importante de sua estratégia pós-UE.

Nesta terça-feira, líderes de quase todos seus integrantes se reunirão para debater o futuro da comunidade e tentar combinar metas para comércio, meio ambiente e desenvolvimento.

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