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BRUXELAS (Reuters) - O chanceler sueco, Carl Bildt, disse que os seus colegas da União Europeia discutirão na terça-feira o apoio à causa palestina, mas que seria prematuro falar no reconhecimento de um novo Estado na Cisjordânia e Faixa de Gaza.
"Não acho que já tenhamos chegado lá", disse ele a jornalistas. "Esperaria que estivéssemos em condição de reconhecer um Estado palestino, mas antes precisa haver um (Estado). Então acho um pouco prematuro (...). Estaríamos preparados para reconhecer um Estado palestino, mas as condições ainda não estão aí."
Diante da demora na retomada do processo de paz, líderes palestinos cogitam declarar unilateralmente a criação do seu Estado. No domingo, eles anunciaram a intenção de ir ao Conselho de Segurança da ONU para buscar apoio internacional a essa medida.
Israel alerta que a declaração unilateral de independência, sem a conclusão prévia de um processo de paz, acarretará retaliações, que podem incluir a anexação de mais partes da Cisjordânia ocupada.
Bildt, que preside a reunião de chanceleres, pois a Suécia preside a UE neste semestre, disse que os ministros discutirão formas de manifestar apoio aos palestinos. Ele disse que a situação é "difícil", e que seria preciso "examinar todas as iniciativas que possam ser possíveis".
"Estamos discutindo outros passos a fim de demonstrar nosso apoio para as aspirações palestinas mais claramente do que temos feito até agora, e claramente há uma necessidade disso", acrescentou.
Ele negou que a eventual declaração de Estado pelos palestinos seja um ato de "desespero" após um ano de paralisia no processo de paz. "Mas é claramente um ato trazido por uma situação muito difícil, em que eles não veem nenhum caminho. Posso entender."
Um diplomata da UE disse que os palestinos mantiveram contatos com o bloco europeu em Jerusalém e se reuniram com chefes de missões diplomáticas, mas sem um pedido formal de reconhecimento do eventual Estado.
"Eles estão apresentando ideias, mas não posso dizer que pediram apoio formalmente. Não há pedido formal, e não é um ponto oficial da pauta para a reunião de terça-feira dos chanceleres. Eles estão sentindo o cheiro no ar."
Em nota na segunda-feira, o negociador palestino Saeb Erekat confirmou que os palestinos buscariam uma resolução da ONU "reconhecendo um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como sua capital". Mas autoridades dos EUA em visita ao Oriente Médio rejeitaram essa ideia.
"Estaria morta ao chegar. É uma perda de tempo", disse o senador democrata Ted Kaufman.
(Reportagem de Justyna Pawlak em Bruxelas e Douglas Hamilton em Jerusalém)

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Reuters