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Por Susan Cornwell

WASHINGTON (Reuters) - Profundamente divididos republicanos avançaram na quinta-feira com sua reforma de saúde dos Estados Unidos, apoiada pelo presidente Donald Trump, em um importante comitê da Câmara dos Deputados, apesar de defecções de três conservadores que consideram o projeto muito semelhante ao Obamacare que a nova proposta pretende substituir.

A primeira grande iniciativa legislativa de Trump ainda enfrentará uma batalha árdua no plenário da Câmara e depois no Senado, apesar dos esforços contínuos da Casa Branca e dos líderes republicanos para satisfazer os conservadores que vêm se opondo à medida.

A vitória no Comitê de Orçamento foi por 19 a 17 votos, com os deputados republicanos David Brat, Gary Palmer e Mark Sanford --todos membros do conservador House Freedom Caucus-- se unindo aos democratas do comitê para votar contra o projeto.

O comitê reuniu provisões aprovadas na semana passada por dois outros painéis em um único projeto de lei, ajudando a pavimentar o caminho para uma votação posterior no plenário da Câmara.

Os republicanos, que controlam o Congresso e a Casa Branca, não poderiam perder mais de três membros da comissão para que o projeto fosse aprovado lá.

"Eu não acho que estamos nada perto da aprovação", Brat disse após a votação, observando que republicanos tanto conservadores como moderados tiveram problemas com o projeto de lei.

A lei do Obamacare, de 2010, a marca legislativa do ex-presidente Barack Obama, permitiu que cerca de 20 milhões de norte-americanos previamente não segurados pudessem obter cobertura médica. Cerca de metade deles foram por meio da expansão da lei de elegibilidade e aumento do financiamento para o programa de seguro de saúde do governo Medicaid para os pobres.

A votação apertada mostra os problemas que os líderes republicanos podem encontrar em conseguir votos suficientes em seu partido para garantir a aprovação no plenário da Câmara diante de uma oposição democrata unida. O projeto vai agora para o Comitê de Regras, antes de chegar ao plenário da Câmara.

O Escritório do Orçamento do Congresso, uma agência não-partidária do Legislativo dos EUA, previu na segunda-feira que a legislação aumentaria o número de norte-americanos sem seguro de saúde em 24 milhões até 2026, ao mesmo tempo cortando 337 bilhões de dólares do déficit orçamentário federal no mesmo período.

O projeto enfrenta oposição dos principais provedores de saúde, incluindo médicos e hospitais.

"Estamos dentro do cronograma", disse o presidente da Câmara, Paul Ryan, importante defensor do projeto, após a votação da comitê. Ele acrescentou que as principais partes do projeto de lei "vão ficar exatamente como estão", mas os republicanos estão fazendo "melhorias e refinamentos" não especificadas.

Ryan disse em uma entrevista coletiva que Trump está "profundamente envolvido" e "ajudando a reduzir as lacunas" entre parlamentares republicanos para obter um projeto de consenso.

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Reuters