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Por Chris Kahn

NOVA YORK (Reuters) - A base do Partido Republicano está mais preocupada com os vazamentos para os meios de comunicação de conversas entre assessores de Trump e o governo russo do que com as conversas em si, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira.

A pesquisa, realizada entre 16 e 20 de fevereiro, mostra como o presidente Donald Trump mudou opiniões dentro do partido de Ronald Regan, em que segurança nacional tem sido um dos temas principais desde a Guerra Fria, disse Larry Sabato, diretor do Centro para Política da Universidade da Virgínia.

"Republicanos agora dão uma prioridade maior para a sua identificação partidária e o apoio ao seu líder atual do que para princípios que eles mantêm por muitas décadas”, disse Sabato. “É nesta era de polarização que nós vivemos.”

Trump pediu a Michael Flynn, seu conselheiro de segurança nacional, para se demitir neste mês depois que meios de comunicação relataram que o assessor havia discutido sanções norte-americanas com um diplomata russo quando Barack Obama ainda era presidente.

Enquanto a imprensa focou nos contatos com a Rússia, Trump culpou vazamentos “criminosos” pela saída de Flynn. Ele disse que o assessor foi tratado de forma injusta, e que as notícias sobre as conversas eram “notícias falsas”.

"A história de verdade aqui é por que há tantos vazamentos ilegais saindo de Washington?”, disse Trump num tuíte.

A pesquisa Reuters/Ipsos tentou medir que narrativa tinha mais credibilidade junto aos norte-americanos. O levantamento pediu que as pessoas escolhessem uma de duas declarações como “a mais preocupante para você”.

A primeira declaração citou “relatos de que assessores de Trump tiveram repetidos contatos com o governo russo durante a eleição presidencial de 2016”. O segundo citou “agentes de inteligência dos EUA vazando detalhes de conversas entre assessores de Trump e o governo russo para jornalistas”.

No geral, 43 por cento dos norte-americanos se disseram mais preocupados com os relatos de contatos com a Rússia. Outros 39 por cento se disseram preocupados com os vazamentos, e 19 por cento disseram não saber.

Contudo, pessoas que se identificavam com o Partido Republicano pareceram estar muito mais perturbadas pelos vazamentos. Cerca de 57 por cento declararam que os vazamentos eram a preocupação maior, 23 por cento apontaram os contatos russos, e 20 por cento disseram não saber.

Gary Crosen, um aposentado de 65 anos, afirmou não achar ser grande coisa o fato de Flynn ter falado com a Rússia. “Eu considero a Rússia um dos nossos amigos”, disse Crosen. “E nós não precisamos divulgar isso da maneira com que a imprensa faz.”

"Muita coisa acontece nos bastidores e nós não vemos, e eu não acho que você precisa deixar tudo aberto.”

A pesquisa Reuters/Ipsos foi feita online, em inglês, em todos os 50 Estados. Ela ouviu 1.562 adultos norte-americanos, incluindo 578 que se identificaram como republicanos. Ela tem um intervalo de credibilidade, uma medida de precisão, de três pontos percentuais para todo o levantamento e de cinco pontos para os republicanos somente.

Reuters