MADRI (Reuters) - O primeiro-ministro interino da Espanha, Pedro Sánchez, rejeitou nesta quinta-feira a mais recente proposta do partido de extrema-esquerda Podemos para formar um governo de coalizão durante o período de teste de um ano, embora ele ainda esteja aberto a negociações para evitar nova eleição, disse uma fonte do partido Socialista.

Os dois líderes conversaram durante uma breve ligação nesta quinta-feira em uma tentativa de restabelecer negociações paralisadas. Essa foi a primeira vez que dialogaram desde que as o tópico do compartilhamento de poder entrou em colapso em meio a recriminações mútuas em julho.

Os socialistas de Sánchez vêm tentando chegar a um acordo com o Podemos desde que venceram a eleição em abril sem alcançar maioria. Se não chegarem a um consenso até 23 de setembro, uma nova eleição -- a quarta nos últimos anos -- deve ser realizada até 10 de novembro.

Durante a ligação, o líder do Podemos, Pablo Iglesias, sugeriu uma coalizão baseada na última oferta feita pelos socialistas, em julho, antes de as conversas cessarem, disse uma fonte do Podemos. Se, após a aprovação do Orçamento, os socialistas estiverem descontentes com o acordo, o Podemos se retiraria e apoiaria Sánchez em minoria, acrescentou a fonte.

Em um sinal do contínuo distanciamento entre os dois partidos, Sánchez, de acordo com a fonte socialista, rejeitou a oferta, afirmando que a falta de confiança mútua entre as duas partes impedia a possibilidade de qualquer acordo de compartilhamento de poder.

(Por Belén Carreno)

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