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BEIRUTE (Reuters) - O Exército da Síria disse que um ataque aéreo realizado no final da quarta-feira pela coalizão liderada pelos Estados Unidos atingiu suprimentos de gás venenoso pertencentes ao Estado Islâmico, liberando uma substância tóxica que matou "centenas", mas a coalizão negou ter feito operações na área.

Um comunicado do Exército, divulgado nesta quinta-feira pela televisão estatal síria, disse que o incidente em Deir al-Zor, província do leste do país, provou que o Estado Islâmico e militantes ligados à Al Qaeda "possuem armas químicas".

A reportagem não pôde ser verificada de forma independente de imediato.

O coronel da Força Aérea norte-americana John Dorrian, porta-voz da coalizão, disse que esta não fez nenhum ataque aéreo naquela área na ocasião.

"A alegação síria é incorreta e, provavelmente, uma desinformação intencional", disse ele em um email à Reuters.

Os EUA lançaram mísseis de cruzeiro contra uma base aérea síria na semana passada em reação a um ataque com gás venenoso no leste do país que Washington atribuiu ao governo do presidente sírio, Bashar al-Assad.

A Síria e sua aliada Rússia negam que Damasco tenha realizado qualquer ataque químico do tipo, e Moscou disse que o gás venenoso do incidente em questão pertencia aos rebeldes.

A ação militar dos EUA contra a base síria marcou a primeira vez que Washington teve como alvo o governo sírio direta e deliberadamente. Separadamente, os norte-americanos realizam uma campanha aérea contra o Estado Islâmico no leste da Síria.

(Por John Davison)

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