BEIRUTE (Reuters) - O governo sírio protestou à Organização das Nações Unidas (ONU) contra o ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, que teria matado 26 civis em Hajin, na região Deir al-Zor, no leste, informou a imprensa estatal neste sábado. 

Questionado sobre notícias de ataques aéreos à região na sexta-feira, o porta-voz da coalizão disse que haviam "atingido e destruído um posto de observação do Estado Islâmico e uma área de teste em Hajin, sem civis naquele momento".

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que 41 pessoas, inclusive 17 crianças, foram mortas em duas ondas de ataques aéreos da coalizão na sexta-feira em Hajin e na vila próxima de al-Shafa, ao leste do rio Eufrates. 

Conforme a organização, as mortes foram majoritariamente de iraquianos e parentes de soldados do Estado Islâmico. 

A coalizão está apoiando as Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos, na tentativa de derrotar o Estado Islâmico na área que o grupo controla perto da fronteira com o Iraque. 

A imprensa estatal da Síria informou que o ministro de Relações Exteriores escreveu ao secretário-geral da ONU e ao presidente do conselho de segurança sobre o "crime" em Hajin. 

O coronel Sean Ryan, porta-voz da coalizão, disse: "Nossa equipe analisa todos os ataques para determinar a credibilidade de qualquer denúncia de morte de civil que eles veem na imprensa".

(Por Tom Perry)

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