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Manifestante segura bandeira separatista da Catalunha durante protesto em Barcelona, Espanha 19/10/2017 REUTERS/Ivan Alvarado

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MADRI (Reuters) - Só um de cada sete habitantes da Catalunha acredita que o impasse atual entre Barcelona e Madri levará à independência da região, e mais de dois terços deles acha que o processo foi ruim para a economia, mostrou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

O governo central da Espanha assumiu o controle da Catalunha depois que líderes locais convocaram um referendo de separação, que o Tribunal Constitucional considerou ilegal, e depois aprovaram uma declaração unilateral de independência no Parlamento. Em reação, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, destituiu o governo, retirou a autonomia da região e convocou uma eleição regional para o dia 21 de dezembro.

No domingo a primeira parte da pesquisa GAD3 revelou que os partidos pró-independência devem vencer a eleição, mas podem não obter a maioria parlamentar necessária para levarem a secessão adiante.

Quinze por cento dos entrevistados disseram crer que o processo culminará em um Estado independente, de acordo com a segunda parte da consulta a 1.233 pessoas realizada entre 30 de outubro e 3 de novembro e publicada na edição desta segunda-feira do jornal La Vanguardia.

O otimismo a respeito de uma solução negociada está baixo, já que só pouco mais de um quinto dos entrevistados acredita que a crise levará a conversas entre autoridades regionais e Madri.

A iniciativa separatista lançou a Espanha em sua pior crise política desde que o país voltou à democracia quatro décadas atrás e dividiu profundamente a nação, alimentando sentimentos antiespanhóis na Catalunha e tendências nacionalistas em outras partes.

A incerteza induziu mais de duas mil empresas a retirarem suas sedes legais da região desde 1º de outubro, e o Banco da Espanha disse que, se o conflito persistir, pode desacelerar o crescimento e a geração de empregos.

De acordo com a sondagem, 67 por cento dos entrevistados disse crer que o processo prejudicou a economia e quase 40 por cento disse que o êxodo de empresas terá um efeito negativo no crescimento no curto prazo.

(Reportagem de Paul Day)

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