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Membros da equipe de emergência trabalham em escombros de prédio incendiado em Londres 18/06/2017 REUTERS/Neil Hall

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Por Michael Holden

LONDRES (Reuters) - Meses vão passar até que se conheça o saldo final de mortes no incêndio de um prédio de residencial em Londres, disse a polícia britânica nesta quarta-feira, enquanto a primeira-ministra Theresa May revelou que 120 outros arranha-céus também possuem revestimentos externos que não passaram em testes de incêndio.

Ao menos 80 pessoas morreram, ou estão desaparecidas e supostamente mortas, no fogo que destruiu em 14 de junho o edifício de 24 andares Grenfell Tower, no oeste de Londres, enquanto famílias e crianças dormiam, e esse número deve subir.

    A detetive-superintendente Fiona McCormack, responsável pela investigação policial, disse que o saldo de mortes final só será conhecido depois que os agentes finalizarem uma operação penosa de busca e resgate que exigirá o resto do ano para ser concluída.

    "Estamos a muitos meses de poder dar um número que acreditamos representar precisamente a perda total de vidas no Grenfell Tower", disse McCormack.

    As autoridades têm sido pressionadas a dizer exatamente quantas pessoas pereceram no incêndio, em meio a acusações de moradores locais de que a cifra está sendo omitida.

    O fogo no prédio residencial de baixa renda, próximo de uma das vizinhanças mais ricas do Reino Unido, se tornou um para-raios para a revolta contra o governo de May, com opositores culpando os cortes de gastos públicos pelo fato do fogo ter sido tão devastador.

    McCormack disse que uma lista dos ocupantes fornecida pela administradora do prédio é imprecisa, e a polícia está usando "toda fonte imaginável" – de agências do governo a empresas de entrega de fast food – para descobrir quem estava nos apartamentos.

    A polícia conversou com ao menos um ocupante de 106 dos 129 apartamentos, o que revelou que 18 pessoas vivendo no local morreram.

    "Isso significa, porém, e é uma realidade terrível, que há 23 apartamentos onde, apesar de grandes esforços investigativos, não conseguimos rastrear ninguém vivo que morasse ali", disse McCormack. "Então, a esta altura temos que presumir que ninguém nestes 23 apartamentos sobreviveu".

    Por causa do calor intenso, os restos de algumas vítimas podem jamais ser localizados e algumas podem nunca ser reconhecidas.

O incêndio começou em um freezer, mas se espalhou rapidamente, engolindo todo o bloco de apartamentos e a polícia disse que os ladrilhos e o isolamento que compunham o revestimento exterior não tinham passado nos testes de segurança contra incêndios.

Theresa May disse ao Parlamento que o revestimento de 120 outros edifícios também não passaram nos testes, demonstrando que há um problema mais amplo de segurança contra incêndio.

"É um problema que vem de muitos anos, há décadas, em termos do revestimento colocado em edifícios. Existem questões reais sobre como isso aconteceu, por que aconteceu e como podemos garantir que isso não aconteça no futuro", disse premiê britânica.

Reuters