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Palestinos observam destroços de uma casa vizinha supostamente atingida por um ataque aéreo isralense em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, nesta segunda-feira. 25/08/2014 REUTERS/Mohammed Salem

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Por Nidal al-Mughrabi e Jeffrey Heller

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos nove palestinos na Faixa de Gaza e militantes mantiveram o disparo de foguetes pela fronteira nesta segunda-feira, e Israel agiu para proteger a sua economia contra os efeitos de uma guerra já em sua sétima semana.

Em meio aos esforços do Egito para mediar uma trégua duradoura, o Banco de Israel reduziu sua taxa básica de juros para 0,25 por cento, a menor de sua história, por medo de que o conflito desacelere o crescimento econômico do país.

Ao anunciar o corte, o banco afirmou ser cedo demais para verificar com precisão qual será o impacto do conflito no crescimento econômico, mas que a guerra pode diminuir em meio ponto percentual o Produto Interno Bruto (PIB), previsto para 2,9 por cento em 2014, já que o turismo e o consumo estão sendo afetados.

Moradores de Gaza relataram ter recebido novas mensagens gravadas em seus celulares e telefones fixos dizendo que Israel irá mirar qualquer casa usada para “ataques terroristas” e aconselhando civis a abandonarem áreas usadas pelos militantes.

A gravação terminava com as palavras: "Aos líderes do Hamas e aos moradores de Gaza: a batalha está em andamento e vocês foram avisados”.

Aeronaves israelenses atacaram quatro residências na cidade de Beit Lahiya próxima da fronteira com Israel, matando duas mulheres e uma criança, informaram testemunhas e autoridades de saúde.

Moradores disseram à Reuters que um membro do Hamas, grupo militante que domina Gaza, vivia no local. Seis outros palestinos foram mortos na ofensiva, incluindo três homens em um ataque contra um carro e um jornalista de Gaza identificado como Abdallah Murtaja em um ataque separado, disseram autoridades.

Mais de 100 foguetes foram lançados contra o sul de Israel nesta segunda-feira, e um israelense ficou ferido por uma bomba lançada por morteiro, informou o Exército.

Apesar da violência, há sinais de que os dois lados possam estar caminhando para um novo cessar-fogo.

Qais Abu Leila, um funcionário palestino de alto escalão envolvido nas conversas, disse que o Cairo propôs um cessar-fogo por tempo indeterminado.

Uma autoridade israelense, falando sob condição de anonimato, declarou que seu país cogita a proposta se o Hamas aceitá-la.

O Hamas afirma que não irá parar de lutar até que o bloqueio de Israel e do Egito ao enclave de 1,8 milhão de pessoas seja suspenso.

(Reportagem adicional de Ali Sawafta e Noah Browning, em Ramallah; e de Allyn Fisher-Ilan e Steven Scheer, em Jerusalém)

Reuters