WASHINGTON, (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira uma reformulação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que inclui regras mais rígidas sobre conteúdo trabalhista e automotivo, mas deixa os 1,2 trilhão de dólares em fluxos comerciais anuais entre EUA, México e Canadá inalterados.

A legislação do Acordo EUA-México-Canadá foi aprovada em uma votação bipartidária de 89 a 10, enviando a medida ao presidente Donald Trump para que ele a sancione.

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou a legislação em 19 de dezembro depois de insistir em alterações para melhorar o cumprimento dos novos direitos trabalhistas.

O Canadá ainda precisa aprovar o acordo comercial antes dele entrar em vigor e substituir o Nafta, que Trump culpou pela perda de milhares de empregos nas indústrias norte-americanas para vagas de remuneração menor no México.

O Parlamento canadense só retoma as sessões em 27 de janeiro, por isso a data de uma votação não está clara --mas o novo pacto deve encontrar pouca resistência no país, já que os conservadores disseram que apoiariam o pacto negociado anteriormente pelo governo de maioria liberal do primeiro-ministro, Justin Trudeau.

"Hoje o Senado enviará este acordo histórico para a mesa do presidente. Uma grande vitória bipartidária", disse o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, em comentários feitos no plenário da casa.

A votação ocorreu um dia depois de Trump assinar a Fase 1 de um acordo comercial com a China e pouco antes de o Senado iniciar formalmente o julgamento do impeachment de Trump, que é acusado de abuso de poder.

(Por David Lawder; reportagem adicional de Andrea Shalal)

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