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LISBOA (Reuters) - Centenas de escolas e hospitais de Portugal fecharam ou ofereceram serviços mínimos nesta sexta-feira, na medida que funcionários do serviço público entraram em uma greve de um dia para pressionar o governo socialista por maiores aumentos de salário do que o oferecido até agora.

O governo de tendência a esquerda reverteu algumas das medidas de austeridade da administração anterior, cortando impostos e aumentando salários e pensões em uma tentativa de estimular o crescimento, mas também manteve a disciplina orçamentária e cortou o déficit do ano passado para seu menor valor em quatro décadas.

Os protestos se acalmaram desde seu auge sob o governo anterior, na medida que o crescimento econômico do país repleto de dívidas retornou, depois de a pior recessão desde 1970 terminar em 2014.

Entretanto, os salários no setor público continuam baixos após as reduções durante o período de crise, e sindicatos buscam neste ano aumentos que recuperem os valores de pagamento anteriores aos cortes e, para o ano que vem, um aumento de 2,5 por cento. O governo já se comprometeu a aumentar o salário mínimo mensal de 530 euros para 557 euros em 2017.

(Reportagem de Andrei Khalip)

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