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Por Barbara Goldberg

NOVA YORK (Reuters) - Onde há fumaça tende a haver fogo, dizem pesquisadores médicos que descobriram que usuários frequentes de maconha praticam aproximadamente 20 por cento a mais de sexo do que os abstêmios.

         Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Stanford desvendaram o laço entre a maconha e a frequência sexual em um estudo publicado nesta sexta-feira no periódico científico Journal of Sexual Medicine.

         Cientistas da Califórnia chegaram a tais conclusões após uma análise retrospectiva de dados de 50 mil norte-americanos de 25 a 45 anos de idade compilados de 2002 a 2015 pela Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do governo federal patrocinam o estudo.

         Os entrevistados foram indagados quantas vezes tiveram relações heterossexuais nas quatro semanas anteriores e com que frequência fumaram maconha nos últimos 12 meses, explicaram os pesquisadores de Stanford em um comunicado à imprensa.

         As mulheres que eram usuárias diárias da erva fizeram sexo em média 7,1 vezes nas quatro semanas anteriores, mais do que a média de 6 vezes daquelas que negaram ter usado maconha no ano anterior. Entre os homens, os usuários diários relataram 6,9 vezes, e os não-usuários 5,6.

         "Em outras palavras, os usuários de maconha estão fazendo sexo cerca de 20 por cento a mais do que os abstêmios", disse o principal autor do estudo, doutor Michael Eisenberg, professor-assistente de urologia de Stanford.

         Dado que o casal típico faz sexo em média uma vez por semana, segundo Eisenberg, compartilhar um cachimbo ou cigarro pode proporcionar até 20 relações sexuais adicionais por ano.

         "Acho que, se você perguntasse a um homem ou a uma mulher, fazer sexo 20 vezes mais ao longo de um ano pareceria muito", disse Eisenberg.

         Costumava-se pensar que os casais fumavam mais depois do sexo, mas Eisenberg disse que suas descobertas mostram que o oposto é verdadeiro para "todas as raças, níveis educacionais, grupos de renda e religiões, todas as condições de saúde, casados ou não e com filhos ou não".

         A maconha é legal para uso medicinal ou recreativo de adultos em 29 Estados norte-americanos e no Distrito de Columbia, disse Morgan Fox, porta-voz do Projeto de Políticas para a Maconha.

         Hoje uma porcentagem recorde de norte-americanos – 64 por cento – acredita que o uso de drogas deveria ser legal para adultos, de acordo com uma pesquisa do instituto Gallup publicada nesta semana.

         Mas Eisenberg alertou que o estudo não provou um elo causal: "Ele não diz que, se você fumar maconha, fará mais sexo".

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Reuters