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BRASÍLIA (Reuters) - Dias antes de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, visitar o país, o presidente israelense Shimon Peres destacou nesta terça-feira o papel que o Brasil pode desempenhar para reforçar a pressão internacional contra o Irã e o terrorismo.
Em discurso no Congresso brasileiro, Peres afirmou que, historicamente, Israel e o povo iraniano não são inimigos, assim como não o são judeus e muçulmanos. No entanto, ele criticou os esforços do governo iraniano para ter armas nucleares e seu apoio a grupos militantes palestinos.
"Não quero discutir em território brasileiro com o presidente do Irã, mas achamos que a política dele é um perigo mundial", afirmou o israelense.
"Não posso ignorar que o Irã produz arma nuclear ao mesmo tempo em que manda destruir Israel. Isso é contra o tratado da ONU e o direito de viver."
O líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, deve visitar o Brasil no dia 23 de novembro.
Para Peres, o Brasil tem um papel a desempenhar nas iniciativas da comunidade internacional contra o programa nuclear iraniano, que Teerã garante estar voltado para a geração de energia.
"Eu sei que o Brasil nega ameaças de destruição, nega o terror, e a voz clara e positiva do Brasil tem um eco muito forte no mundo inteiro", destacou o presidente de Israel.
"Sei que o Brasil apoia o processo de paz (entre Israel e palestinos) que leve a dois Estados para dois povos. Isso então é a única alternativa."
NEGOCIAÇÕES PARA A PAZ
Peres aproveitou para convidar palestinos e sírios a retomarem as negociações de paz com Israel.
"Chamo aqui o presidente Assad (Bashar al-Assad). Vamos entrar numa negociação agora, sem adiar mais, sem intermediários."
Ao defender a criação de um Estado palestino que tenha uma voz contra o terror e a destruição, Peres também fez um chamamento às lideranças palestinas.
"Me dirijo ao meu colega Abu Mazen (como é conhecido o presidente palestino, Mahmoud Abbas) para continuar com a negociação de paz. Israel já avisou que está pronto para fazer concessões difíceis e dolorosas", destacou.
(Reportagem de Fernando Exman)

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Reuters