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Presidente do Sinn Fein, Gerry Adams, fala com jornalistas em Belfast, na Irlanda do Norte. 09/06/2017 REUTERS/Liam McBurney

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Por Amanda Ferguson

BELFAST (Reuters) - Os nacionalistas irlandeses do Sinn Fein disseram que o dinheiro que entrará na Irlanda do Norte graças a um acordo que seus rivais pró-britânicos fecharam com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, para fortalecer seu governo não irá por si só restaurar a administração regional da província.

Mas o presidente do Sinn Fein, Gerry Adams, disse que o pacto pode ajudar se der ao Partido Democrático Unionista (DUP) a confiança para fazer o que seu lado considera necessário para restaurar a divisão de poderes.

May firmou um acordo com o DUP na segunda-feira para que este apoie seu governo conservador em votações importantes, prometendo em troca no mínimo 1 bilhão de libras esterlinas de financiamento extra para a província, um benefício que a líder do DUP, Arlene Foster, disse que irá tornar mais próxima a perspectiva de uma solução política para a província britânica.

Mas o Sinn Fein, que rejeitou uma partilha de poder com o DUP em janeiro, desencadeando uma eleição e uma série de prazos não cumpridos para restaurar a assembleia regional, disse que os problemas que causaram o colapso permanecem.

"Acho que não", disse Adams quando indagado se o acordo de Foster para aumentar os gastos com infraestrutura, educação e saúde na menor província do Reino Unido irá influenciar as conversas antes de um prazo em Belfast na quinta-feira.

"A Assembleia se dividiu em temas que se baseiam principalmente em direitos. Tal como estamos aqui hoje, ainda estamos nesta posição. Se (o acordo com May) empoderar o DUP, se estimular o DUP a fazer o que deveriam estar fazendo, então sim, isso seria algo muito, muito positivo".

Adams criticou algumas partes do pacto, que ameaça a paz na Irlanda do Norte, dizendo que ele dá um "cheque em branco" para a desfiliação britânica do bloco, o chamado Brexit.

Mas ele também reconheceu que os fundos podem ajudar a amenizar a "pressão enorme" sobre os serviços públicos.

Muitos analistas acreditam que um acordo que eleve o financiamento sem prejudicar os interesses nacionalistas irlandeses pode motivar o Sinn Fein a voltar ao governo.

O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, disse que ainda há diferenças significativas entre o Sinn Fein e o DUP. A Irlanda do Norte corre o risco de voltar a ficar sob controle direto de Londres pela primeira vez em uma década se a divisão de poderes não for restaurada.

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