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Por Erwin Seba
KILLEEN, Texas (Reuters) - O número de mortos decorrente do ataque de um psiquiatra do Exército norte-americano que abriu fogo com duas pistolas na base militar de Fort Hood, no Texas, na quinta-feira, subiu para 13, informou a mídia dos EUA nesta sexta-feira.
Autoridades identificaram o suposto agressor como o major Nidal Malik Hasan, que tratou soldados feridos em guerras no exterior. Ele se preparava para servir no estrangeiro.
Uma mulher morreu durante a noite devido aos ferimentos, o que aumenta para 13 o número de mortos, com outros 30 feridos, segundo a emissora de tevê CNN.
Hasan, que levou diversos tiros, segue inconsciente, mas em condição estável, de acordo com o Exército.
O general Robert Cone, oficial comandante de Fort Hood, disse à CNN que o FBI está investigando o ataque juntamente com especialistas forenses militares.
Segundo o Exército, o homem abriu fogo cerca de 13h30 (17h30 em Brasília) no Centro de Processamento de Soldados, um grupo de prédios onde os soldados são submetidos a exames médicos antes de serem enviados para missões no exterior.
Cone disse que o agressor tinha duas armas, uma delas semi-automática. "Não há indícios de que sejam armas militares", disse.
Esse foi um dos piores massacres já registrados em uma base militar norte-americana. Em maio, um soldado norte-americano matou e feriu outros cinco companheiros em uma base do Exército em Bagdá.
Cole disse que, por norma, os soldados andam desarmados na base. A polícia militar e guardas da segurança, porém, estão armados.
Um primo do suposto agressor, Nader Hasan, disse à Fox News que ele iria servir um tempo no Iraque e que resistia à ordem.
Hasan disse que o atirador é um muçulmano nascido nos Estados Unidos filho de imigrantes palestinos e foi criado na Virgínia. Ele serviu como psiquiatra no centro médico militar Walter Reed, em Washington, que trata soldados com graves ferimentos.
Ele acrescentou que seu primo foi transferido a Fort Hood em abril e que estava muito relutante em ir ao Iraque. "Sabemos pelos últimos cinco anos que esse era provavelmente seu pior pesadelo", afirmou.

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Reuters