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Julian Assange, fundador do WikiLeaks, fala durante coletiva de imprensa em Berlim por meio de chamada de vídeo. 04/10/2016 REUTERS/Axel Schmidt

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ESTOCOLMO (Reuters) - Promotores suecos disseram nesta sexta-feira que encerraram a investigação sobre o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, por acusação de estupro, mas a polícia britânica afirmou que ainda assim ele será preso se deixar o prédio da embaixador do Equador em Londres, onde está abrigado.

Assange, de 45 anos, se refugiou na embaixada em 2012 para evitar a extradição para a Suécia devido à acusação de estupro, que ele nega.

Assange diz temer ser entregado pela Suécia aos Estados Unidos para enfrentar acusações pela publicação de milhares de documentos secretos militares e diplomáticos norte-americanos pelo WikiLeaks, em um dos maiores vazamentos de informações da história dos EUA.

A procuradoria sueca informou em comunicado que decidiu encerrar sua investigação. Em um documento judicial visto pela Reuters, a procuradora-chefe, Marianne Ny, disse que não há mais caminhos para se levar a investigação em frente.

O advogado de Assange, Per Samuelson, disse que a decisão da Suécia de arquivar a investigação é uma "vitória total".

Entretanto, a polícia de Londres afirmou, em comunicado, que Assange continua sendo alvo de mandado de prisão independentemente da decisão dos procuradores suecos.

"A Corte de Magistrados de Westminster emitiu um mandado de prisão para Julian Assange depois que ele se recusou a comparecer ao tribunal em 29 de junho de 2012", disse a polícia.

"O Serviço Metropolitano de Polícia é obrigado a cumprir esse mandado caso ele deixe a embaixada".

(Reportagem da redação de Estocolmo)

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