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CARTUM (Reuters) - O Sudão se ofereceu como mediador na polêmica entre Argélia e Egito por causa da violência mútua durante a disputa por uma vaga na Copa do Mundo de 2010, disse um assessor presidencial na quinta-feira.
A Argélia venceu a partida decisiva, num jogo extra disputado na semana passada no Sudão, e voltará a participar do torneio após 24 anos de ausência.
Mas o país anfitrião foi arrastado para o conflito depois que a imprensa egípcia insinuou que o Sudão havia sido negligente na proteção aos cidadãos do Egito em Cartum. O Cairo também retirou seu embaixador de Argel depois das três partidas marcadas por incidentes envolvendo torcedores.
O assessor presidencial sudanês Mustafa Osman Ismail apresentou um plano em três etapas, que incluiria a avaliação dos prejuízos financeiros causados pelos incidentes.
"O estágio um é esfriar a mídia; dois é a apresentação dos prejuízos de ambos os lados; e três é resolver esses prejuízos e normalizar a situação entre os dois países," afirmou ele à Reuters.
A Fifa iniciou uma investigação depois de torcedores egípcios apedrejarem o ônibus da seleção argelina na chegada ao Cairo para o segundo jogo, machucando três jogadores. Brigas depois da partida deixaram 20 argelinos feridos.
Em resposta, argelinos apedrejaram alguns ônibus com torcedores egípcios em Cartum, deixando outros 20 feridos leves, segundo o Ministério egípcio da Saúde. Já os hospitais sudaneses disseram depois do jogo decisivo que não houve mortos nem feridos.
A imprensa de ambos os países noticiou casos de assassinatos e ataques, o que levou a incidentes em ambas as capitais. Pelo menos 32 manifestantes ficaram feridos em confrontos com a polícia em frente à embaixada da Argélia no Cairo, e filiais de empresas egípcias em Argel sofreram depredações com prejuízos milionários.
Os relatos da imprensa egípcia sobre a violência no Sudão irritaram também o governo sudanês, que convocou o embaixador do Egito em protesto. Em geral, Sudão e Egito mantêm boas relações.
Ismail disse que o chanceler egípcio, Ahmed Aboul Gheit, foi favorável ao apaziguamento da imprensa, mas se mostrou preocupado com os grandes prejuízos sofridos por empresas egípcias.
A Argélia já aceitou os termos da mediação, mas disse, após uma visita de Abu Gheit nesta semana, que esperava uma resposta do presidente egípcio, Hosni Mubarak.
O ex-chanceler Ismail tem experiência na mediação de conflitos árabes, como a formação do Parlamento iraquiano.
A imprensa líbia disse na terça-feira que o líder do país, Muammar Khadaffi, havia aceitado um pedido da Liga Árabe para tentar acalmar os ânimos entre Argélia e Egito, dois países árabes.

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Reuters