Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Pessoas perto de corpo após suposto ataque químico em Khan Sheikhoun 4/4/2017 REUTERS/Ammar Abdullah

(reuters_tickers)

Por Ellen Francis

BEIRUTE (Reuters) - Um suposto ataque químico do governo da Síria matou dezenas de pessoas, incluindo crianças, em Idlib, província do noroeste do país, nesta terça-feira, disseram um grupo de monitoramento, médicos e equipes de resgate na área controlada por rebeldes.

Os militares sírios negaram qualquer responsabilidade e disseram que jamais usariam armas químicas.

O diretor da autoridade de saúde de Idlib disse que mais de 50 pessoas foram mortas e que 300 ficaram feridas. A União de Organizações de Cuidados Médicos, uma coalizão de agências de auxílio internacional que financia hospitais da Síria, disse que ao menos 100 pessoas morreram.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, informou que o ataque matou no mínimo 58 pessoas e que se acredita ter sido realizado por caças do governo sírio. Muitas pessoas sufocaram e algumas soltaram espuma pela boca.

O diretor da entidade, Rami Abdulrahman, disse à Reuters que a avaliação segundo a qual aviões de guerra sírios foram os responsáveis se baseou em vários fatores, como o tipo das aeronaves que realizaram a operação, entre elas caças Sukhoi 22.

"Negamos completamente o uso de qualquer material químico ou tóxico na cidade de Khan Sheikhoun hoje, e o Exército não usou nem usará em nenhum lugar ou momento, nem no passado nem no futuro", afirmou o comando do Exército sírio em um comunicado.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que suas aeronaves não conduziram o ataque.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve se reunir na quarta-feira para debater o incidente.

Fotos da Reuters mostraram pessoas respirando com a ajuda de máscaras de oxigênio e vestindo trajes de proteção, enquanto outras carregavam corpos de crianças mortas, e cadáveres embrulhados em cobertores se alinhavam no chão.

Ativistas do norte sírio circularam fotos nas redes sociais mostrando um homem com espuma ao redor da boca e socorristas limpando crianças quase nuas, que se retorciam no chão, com mangueiras.

O incidente relatado em Sheikhoun seria o ataque químico mais mortífero na Síria desde o atentado com gás sarin que matou centenas de civis em Ghouta, perto de Damasco, em agosto de 2013. Países ocidentais disseram que o governo sírio foi responsável pela ação, que Damasco atribuiu aos rebeldes.

Um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que a agressão atribuída a Assad parece equivaler a um crime de guerra.

HOSPITAIS LOTADOS

Mounzer Khalil, diretor da autoridade de saúde de Idlib, disse que os hospitais da província estão transbordando de vítimas.

"Hoje de manhã, às 6h30, aviões de guerra atingiram Khan Sheikhoun com gases, que se acredita serem sarin e cloro", relatou ele em uma coletiva de imprensa.

A Casa Branca classificou o ataque como um "ato intolerável" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, ficou alarmado com os relatos.

Seu colega francês, François Hollande, culpou diretamente as forças do governo, e o Reino Unido disse que o presidente Bashar al-Assad será responsável por um crime de guerra se ficar provado que seu regime cometeu o ataque.

O enviado da ONU para a Síria afirmou que o ataque químico "horrendo" veio do ar.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters