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Por James Pearson

SEUL (Reuters) - Um homem que afirma ser o filho do meio-irmão assassinado do líder da Coreia do Norte disse em um vídeo publicado na internet estar escondido com a mãe e a irmã por um grupo que afirmou ter ajudado a resgatá-los após o crime um mês atrás.

Os governos de Holanda, China, Estados Unidos e um quarto país não mencionado providenciaram assistência humanitária para proteger a família, afirmou o grupo, chamado Defesa Civil Cheollima, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira juntamente com o vídeo.

Uma autoridade do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul disse que o homem na filmagem é Kim Han Sol, filho de 21 anos de Kim Jong Nam, que foi morto no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur em 13 de fevereiro por assassinas que a polícia da Malásia diz terem usado um gás tóxico.

O funcionário de inteligência não quis ir além da identificação de Kim Han Sol. No vídeo de 40 segundos, o homem diz que seu pai foi assassinado alguns dias antes.

"Atualmente estou com minha mãe e minha irmã...", contou, falando em inglês, sem revelar sua localização ou com quem está morando. "Torcemos para que isto melhore logo", acrescentou.

A Reuters não conseguiu verificar o vídeo de maneira independente, mas o homem tem grande semelhança com Kim Han Sol, que foi entrevistado diante de uma câmera pela última vez pela ex-ministra da Defesa sueca Elisabeth Rehn em 2012.

Kim Han Sol é filho da segunda esposa de Kim Jong Nam, que estava morando no território chinês de Macau sob proteção de Pequim desde que a família se exilou, vários anos atrás.

Autoridades da inteligência sul-coreana disseram que o líder norte-coreano, Kim Jong Un, havia emitido ordens para a eliminação de seu meio-irmão mais velho, que havia se afastado do governante.

O comunicado divulgado no site da Defesa Civil Cheollima disse que a organização respondeu no mês passado a um pedido de emergência de familiares de Kim Jong Nam pedindo "proteção".

Não ficou claro quem está por trás do grupo, que afirma poder auxiliar norte-coreanos de alto escalão a fugirem e que oculta suas marcas digitais.

"Os três familiares foram encontrados rapidamente e realocados em segurança", afirmou o grupo, acrescentando que o paradeiro da família não será comentado.

"Cheollima" é o nome dado a um cavalo mítico do folclore chinês e coreano que se diz ser capaz de viajar grandes distâncias. O termo é usado na propaganda da Coreia do Norte para simbolizar o desenvolvimento econômico acelerado, além de batizar ruas, restaurantes e marcas nacionais.

No vídeo, Kim mostra um passaporte de serviço norte-coreano preto e o abre. Os detalhes foram editados, mas um carimbo com a estampa do país é visível em uma página.

A Malásia ainda está esperando amostras de DNA de parentes de Kim Jong Nam para verificar a identidade, mas nenhum familiar fez contato até agora e o país sul asiático está recusando as exigências de Pyongyang para entregar o corpo sem uma autópsia.

    (Reportagem adicional de Ju-min Park em Seul e Thomas Escritt em Amsterdã)

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Reuters