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Líder de oposição do Quênia Raila Odinga, durante coletiva de imprensa, depois que a eleição do presidente Uhuru Kenyatta foi declarada inválida, em Nairóbi 01/09/2017 REUTERS/Baz Ratner

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Por Maggie Fick e George Obulutsa

NAIRÓBI (Reuters) - A Suprema Corte do Quênia declarou inválida nesta sexta-feira a vitória eleitoral do presidente Uhuru Kenyatta devido a irregularidades cometidas pela comissão eleitoral, e determinou a realização de uma nova votação em 60 dias.

A decisão de cancelar o resultado da eleição, a primeira do tipo na história do Quênia, estabelece uma nova disputa presidencial entre Kenyatta e o líder de oposição Raila Odinga.

A maior economia do leste da África tem um histórico de eleições contestadas. Uma briga sobre a eleição de 2007, cujo resultado foi contestado por Odinga após ser declarado perdedor, foi seguida por semanas de massacres étnicos, nos quais mais de 1.200 pessoas morreram.

"A declaração (da vitória de Kenyatta) é inválida, nula e vazia", disse o juiz David Maranga, anunciando o veredicto apoiado por quatro de seis juizes do tribunal, e provocando aplausos de partidários de Odinga do lado de fora da corte.

"O primeiro inquirido (o comitê eleitoral) fracassou, negligenciou, ou se recusou a conduzir a eleição presidencial de uma maneira consistente com o que dita a Constituição", disse o juiz.

Um advogado de Kenyatta, Ahmednasir Abdullahi, disse que a decisão foi "muito política" e que a comissão eleitoral não "fez nada de errado". Mas, afirmou que a decisão precisa ser respeitada.

Odinga disputou as últimas três eleições e perdeu todas as vezes. Após cada uma, o político alegou que os votos haviam sido manipulados. Em 2013, a Suprema Corte dispensou sua petição.

Dessa vez, sua equipe focou em provar que o processo de contagem e transmissão dos resultados foi falho, ao invés de provar quanto dos votos foram manipulados.

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Reuters