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Homem ao lado de familiar com cólera em Sanaa, no Iêmen. 06/05/2017 REUTERS/Khaled Abdullah

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ADEN/DUBAI (Reuters) - Um surto de cólera já matou pelo menos 180 pessoas no Iêmen nas últimas semanas, disse o Comitê Internacional da Cruz Vermelha nesta segunda-feira, um dia depois de autoridades declararem estado de emergência na capital Sanaa e pedir por ajuda internacional.

Sanaa é atualmente controlada pelo movimento armado Houthi, que é alinhado ao Irã e combate uma coalizão liderada pela Arábia Saudita com o apoio do Ocidente. Mais de 10 mil pessoas foram mortas e milhões ficaram desalojadas em mais de dois anos de guerra, que também destruiu boa parte da infraestrutura do país.

Somente algumas poucas instalações médicas estão funcionando e dois terços da população não têm acesso seguro à água potável, disse a Organização das Nações Unidas (ONU).

Dominik Stillhart, da Cruz Vermelha, disse a jornalistas na cidade portuária de Áden que pelo menos 180 pessoas morreram devido à doença, que causa diarreia aguda, desde 27 de abril, e que mais 11 mil casos suspeitos de cólera foram relatados em todo o país.

Autoridades do movimento Houthi disseram que 115 dos que morreram estavam na cidade de Sanaa e na sua província.

"O que está acontecendo hoje supera as capacidades de qualquer sistema de saúde saudável, então como podemos lidar quando estamos nessas condições difíceis e complicadas", disse à agência de notícias Saba o ministro da Saúde do governo Houthi, Mohammed Salem bin Hafeedh.

(Reportagem de Muhammed Mukhashaf e Ali Abdelatti)

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