Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Serviços de emergência do lado de fora da estação de metrô Sennaya Ploshchad, após explosões em São Petersburgo. 04/04/2017 REUTERS/Anton Vaganov

(reuters_tickers)

Por Olga Dzyubenko e Denis Pinchuk

BISHKEK/SÃO PETERSBURGO, Rússia (Reuters) - Uma explosão que atingiu um vagão do metrô de São Petersburgo na segunda-feira, matando 14 pessoas e ferindo 50, provavelmente foi realizada por um cidadão russo nascido no Quirguistão, disseram autoridades do Estado predominantemente muçulmano da Ásia Central.

A agência de notícias russa RIA Novosti relatou nesta terça-feira que as autoridades receberam um alerta sobre um possível segundo ataque na mesma estação de metrô de Sennaya Ploshchad. A agência de notícias Interfax disse que vários caminhões dos bombeiros estavam do lado de fora da estação, que foi fechada.

Existe a suspeita de que a explosão de segunda-feira foi ação de um homem-bomba ligado a islâmicos radicais, disse uma fonte das forças de segurança russas, segundo a Interfax.

O porta-voz do serviço de segurança quirguiz GKNB identificou o suspeito como Akbarzhon Jalilov, nascido na cidade de Osh em 1995, mas não deu maiores detalhes.

A Rússia se encontra em estado de alerta contra ataques em seu solo em represália à intervenção militar na Síria, onde as forças de Moscou estão apoiando as tropas leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad. O grupo Estado Islâmico fez várias ameaças de ataques por vingança.

A explosão de um clube noturno em Istambul no Ano Novo que matou 39 pessoas envolveu um suspeito da mesma área da Ásia Central. Ele disse ter agido sob a direção de militantes do Estado Islâmico na Síria.

Se for confirmado que o perpetrador do atentado no metrô tinha ligações com islâmicos radicais, alguns setores da sociedade russa podem ver o fato como prova de que a decisão de Moscou de intervir no conflito sírio transformou civis em alvos.

Mas o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse ser cinismo afirmar que o ataque em São Petersburgo é uma vingança pelo papel da Rússia na Síria, noticiou a RIA. Segundo ele, o ataque mostrou que seu país precisa insistir em sua luta contra o terrorismo global.

Até agora ninguém reivindicou a autoria do atentado. As autoridades afirmam que o estão tratando como um ato de terrorismo, mas não há confirmação oficial de qualquer elo com extremistas islâmicos.

O Quirguistão, uma ex-república soviética de seis milhões de habitantes, é um aliado político próximo do Kremlin e abriga uma base aérea russa.

Um repórter da Reuters visitou uma casa de Osh que vizinhos disseram ser a residência da família de Jalilov, um uzbeque étnico, e que estava vazia.

(Reportagem adicional de Svetlana Soprunova, Polina Nikolskaya, Sujata Rao, Alex Winning e Maria Tsvetkova)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters