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Polícia faz segurança no Louvre em Paris. 3/2/2017. REUTERS/Christian Hartmann

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PARIS (Reuters) - O homem preso pela polícia por atacar soldados com um facão do lado de fora do museu do Louvre em Paris na semana passada disse que queria danificar as pinturas e vingar o povo sírio, disse uma fonte judicial nesta terça-feira.

Abdullah Reda al-Hamahmy confirmou o nome dele, a idade de 29 anos e a nacionalidade egípcia para investigadores depois de inicialmente se recusar a falar, segundo a fonte.

Ele estava levando tintas spray na mochila e afirmou que queria danificar as pinturas no museu famoso mundialmente, disse a fonte, acrescentando que as declarações do suspeito deveriam ser recebidas com cautela.

O suspeito também falou que queria “vingar o povo sírio”, declarou a fonte, em referência à guerra civil naquele país em que centenas de milhares de pessoas foram mortas, e milhões tiveram que deixar as suas casas.

Hamahmy recebeu vários tiros na sexta depois de atacar soldados e gritar “Allahu Akbar”, no que o presidente francês, François Hollande, descreveu como um ataque terrorista.

Ele está num hospital desde o ataque, e nesta terça a custódia policial foi suspensa à medida que a sua situação de saúde “piorou muito” durante o dia, afirmou a fonte, sem entrar em detalhes.

A França, que se prepara para uma eleição presidencial em abril e maio, permanece sob estado de emergência depois de uma série de ataques por militantes islâmicos nos últimos dois anos nos quais mais de 230 pessoas foram mortas.

(Reportagem de Chine Labbe)

Reuters