Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Praveen Menon e James Pearson

KUALA LUMPUR (Reuters) - Três norte-coreanos procurados para serem interrogados sobre o assassinato do meio-irmão afastado do líder de seu país voltaram para casa nesta sexta-feira junto com o corpo da vítima, Kim Jong Nam, depois que a Malásia aceitou um acordo de troca de detidos com a Coreia do Norte.

A polícia malaia, que investiga o que autoridades dos Estados Unidos e da Coreia do Sul dizem ter sido um assassinato cometido por agentes de Pyongyang, tomaram testemunhos dos três norte-coreanos antes de permitir que saíssem do país.

"Obtivemos o que desejávamos deles... eles comparecerem e receberam permissão de partir", disse o chefe de polícia, Khalid Abu Bakar, em uma coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, explicando que não havia justificativa para mantê-los.

Kim Jong Nam, meio-irmão mais velho do jovem e imprevisível líder norte-coreano, Kim Jong Un, foi morto em um aeroporto de Kuala Lumpur em 13 de fevereiro com gás nervoso VX, um agente químico tão letal que consta de uma lista de armas de destruição em massa da Organização das Nações Unidas (ONU).

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse que os restos mortais de um cidadão norte-coreano morto na Malásia foram devolvidos à Coreia do Norte via Pequim, além de cidadãos norte-coreanos "relevantes".

As autoridades da Malásia liberaram o corpo de Jong Nam na quinta-feira devido a um acordo que obteve a libertação de nove cidadãos malaios detidos em Pyongyang na esteira de uma crise diplomática prolongada. 

A polícia malaia identificou oito norte-coreanos suspeitos de envolvimento no caso, incluindo os três que foram liberados para deixar o país na noite de quinta-feira.

Imagens de televisão obtidas pela Reuters com a mídia japonesa mostram Hyon Kwang Song, segundo-secretário da embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur, e Kim Uk Il, funcionário de uma empresa aérea estatal norte-coreana, no voo de Kuala Lumpur a Pequim.

O chefe de polícia confirmou que eles estavam acompanhados do compatriota Ri Ji U, também conhecido como James, que estava escondido com eles na representação norte-coreana em Kuala Lumpur.

Os procuradores da Malásia acusaram duas mulheres, uma indonésia e uma vietnamita, pelo assassinato, mas autoridades sul-coreanas e norte-americanas as veem como peões em uma operação realizada por agentes da Coreia do Norte.

Os outros norte-coreanos identificados pelos investigadores malaios já voltaram à sua terra natal. A polícia acredita que quatro fugiram da Malásia no mesmo dia do crime, e outro foi detido durante uma semana e liberado por falta de provas.

(Reportagem adicional de A.Ananthalakshmi e Joseph Sipalan em Kuala Lumpur e Christian Shepherd em Pequim)

Reuters