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Por Jeremy Pelofsky e James Vicini
WASHINGTON (Reuters) - Cinco homens acusados de tramar os ataques de 11 de setembro de 2001 serão transferidos da prisão militar de Guantánamo para um tribunal em Nova York, perto do local onde ficava o World Trade Center, onde serão julgados, informou o governo dos Estados Unidos na sexta-feira.
Khalid Sheikh Mohammed e os outros quatro suspeitos estavam sendo julgados por comissões militares na base naval norte-americana em Cuba, mas o presidente Barack Obama prometeu transferir alguns casos para tribunais nos EUA e fechar Guantánamo até meados de janeiro.
A decisão de Obama de fechar Guantánamo, um símbolo das críticas no exterior por conta do duro tratamento reservado aos presos, provocou enorme oposição de republicanos e democratas, que temem que transferir os suspeitos para os EUA possa atrair ataques terroristas.
O secretário da Justiça dos EUA, Eric Holder, anunciou a decisão de transferir os suspeitos, exprimindo segurança de que o caso contra eles era forte. Ele disse que não se preocupava com o fato de os julgamentos serem fragilizados porque os suspeitos sofreram interrogatórios duros.
Enquanto estava sob custódia dos EUA, Mohammed foi submetido 183 vezes à técnica do "waterboarding", que simula afogamento ao lançar água sobre o rosto de alguém que está com as mãos atadas. Para grupos de defesa dos direitos humanos, isso é tortura.
Houve reações mistas em Nova York, onde algumas pessoas ficaram furiosas porque os julgamentos aconteceriam em uma cidade traumatizada pelos ataques com aviões sequestrados oito anos atrás, enquanto outras expressaram alívio porque a justiça seria feita.
JUSTIÇA PARA OS SEQUESTRADORES
"Estou absolutamente convencido de que Khalid Sheikh Mohammed estará sujeito às mais exigentes demandas da Justiça. O povo norte-americano vai insistir nisso. Meu governo vai insistir nisso", disse Obama, em Tóquio, durante uma viagem à Ásia.
Grupos de defesa dos direitos civis elogiaram a decisão de transferir alguns dos casos para tribunais tradicionais. Mas o líder da Câmara dos Deputados, John Boehner, disse que o anúncio de sexta-feira era "irresponsável" e "colocava os interesses de grupos liberais na frente da segurança do povo americano".
Cinco outros presos de Guantánamo, incluindo o suposto mentor do ataque de 2000 contra o navio de guerra USS Cole no Iêmen, Abd al-Rahim al Nashiri, e o jovem canadense acusado de matar um soldado norte-americano no Afeganistão, serão julgados em comissões militares, disse o Departamento de Justiça.
Holder disse que iria autorizar que os promotores pedissem a pena de morte contra os cinco acusados dos ataques de 11 de setembro de 2001 e que os suspeitos seriam mantidos detidos em uma penitenciária de Nova York até os julgamentos.
As decisões sobre os suspeitos de terrorismo foram tomadas quando o principal assessor jurídico de Obama, Gregory Craig, que estava liderando o plano para fechar Guantánamo, anunciou que estava renunciando.
(Reportagem adicional de Caren Bohan em Tóquio)

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Reuters