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Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un (esquerda), em foto de arquivo da KCNA. Foto divulgada em 15/03/2016 KCNA/via Reuters

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Por Ju-min Park

SEUL (Reuters) - Um míssil da Coreia do Norte parece ter explodido nesta quarta-feira pouco depois de ter sido lançado, disseram militares norte-americanos e sul-coreanos depois de detectarem o mais recente de uma série de testes de armas do Estado nuclearizado que alarmaram a região.

A tentativa de lançamento foi feita perto da cidade de Wonsan, no litoral leste norte-coreano, mesmo local de onde o regime disparou vários mísseis de alcance intermediário no ano passado -- todos bem-sucedidos, com exceção de um.

"O Comando dos Estados Unidos no Pacífico detectou o que avaliamos ser uma tentativa de lançamento de míssil fracassada da Coreia do Norte... na vizinhança de Kalma", disse o comandante Dave Benham, porta-voz do Comando dos EUA no Pacífico, em um comunicado, referindo-se a uma base aérea de Wonsan.

"Um míssil parece ter explodido segundos após o lançamento", disse Benham, acrescentando que já se está trabalhando em uma avaliação mais detalhada.

Uma autoridade militar da Coreia do Sul disse à Reuters que o míssil aparentemente explodiu pouco depois de ser disparado.

"Pode ter explodido logo depois de decolar da plataforma de lançamento", disse o militar, que não quis ser identificado.

Não ficou claro de que tipo de míssil se tratou. O Ministério da Defesa sul-coreano disse estar realizando uma análise para determinar maiores detalhes.

A frequência cada vez maior dos testes de míssil vem alimentando um sentimento crescente de urgência a respeito da maneira de reagir à nação isolada e imprevisível.

A Coreia do Norte lançou quatro mísseis balísticos perto de sua costa oeste no dia 6 de março, e nesta semana realizou um teste de motor de foguete que seu líder, Kim Jong Un, afirmou ter inaugurado "um novo nascimento" de sua indústria de foguetes.

Ainda na semana passada o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, visitou Japão, Coreia do Sul e China, e um dos principais temas de suas conversas foi como lidar com Pyongyang.

Reuters