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Manifestantes reagem após lançamento de gás lacrimogêneo pela polícia em Ferguson, nos EUA. 18/08/2014 REUTERS/Lucas Jackson

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FERGUSON, Estados Unidos (Reuters) - A polícia alegou ter sido alvo de intensos tiroteios e prendeu 31 pessoas durante mais uma noite de manifestações decorrentes de tensões raciais na cidade de Ferguson, no Estado norte-americano de Missouri, incitadas pela morte de um adolescente negro a tiros por um policial branco há 10 dias.

Os protestos, em maior parte pacíficos mas com espasmos de violência provocados por grupos menores, têm proliferado desde que Michael Brown, de 18 anos, foi morto enquanto caminhava em uma rua residencial em 9 de agosto.

O capitão da patrulha rodoviária estadual Ron Johnson disse em um pronunciamento à imprensa sobre a violência registrada na segunda-feira à noite que "nossos policiais foram alvo de forte tiroteio" em uma área.

"Nem uma única bala foi atirada por policiais, apesar de terem sido alvo de forte ataque", disse ele a jornalistas. A tropa de choque da polícia confiscou duas armas e o que parecia ser um coquetel molotov em posse de manifestantes. Quatro policiais ficaram feridos.

Johnson disse separadamente à rede CNN que duas pessoas foram hospitalizadas após serem atingidas por tiros, mas que a polícia não foi a origem dos disparos. Detalhes sobre o estado de saúde dos feridos não estavam imediatamente disponíveis.

"Isso tem que parar. Não quero que ninguém fique ferido. Temos que encontrar uma maneira de parar isso", disse Johnson, um negro que cresceu na área e assumiu o comando das operações de segurança após as forças locais, majoritariamente brancas, serem acusadas de usar força excessiva contra negros.

Um toque de recolher foi imposto durante a noite e a Guarda Nacional, uma força de reserva federal, foi mobilizada para impedir saques e depredações na cidade de 21 mil habitantes que fica nos arredores de St. Louis.

O presidente Barack Obama e líderes de defesa dos direitos civis têm pedido por calma, enquanto uma investigação federal sobre a morte de Brown estiver em andamento.

"Apesar de entender as paixões e a raiva que emana da morte de Michael Brown, dar vazão à raiva por meio de saques e carregando armas de fogo, e mesmo atacando a polícia, serve somente para aumentar as tensões e provocar caos", disse Obama em uma coletiva de imprensa na segunda.

"Prejudica, em vez de fazer avançar, a justiça."

(Reportagem adicional de Lucas Jackson, em Ferguson; Carey Gillam, em Kansas City; Eric Beech, em Washington; e Curtis Skinner, em Nova York)

Reuters