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Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista no Reino Unido, em evento de campanha em York. 10/05/2017 REUTERS/Phil Noble

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LONDRES (Reuters) - O Partido Trabalhista, principal sigla de oposição do Reino Unido, irá prometer reestatizar os serviços de trens e de correios e devolver parte do setor de energia ao controle do Estado, apostando que uma guinada à esquerda irá conquistar eleitores antes da eleição do mês que vem.

De acordo com uma cópia vazada de um esboço de seu manifesto, os trabalhistas, sob o comando do líder Jeremy Corbyn, irão retomar políticas que ecoem aquelas de três décadas atrás, prometendo aumentar os impostos para os indivíduos e empresas britânicos que lucram mais para financiar a educação e a saúde.

"Isso nos dá a oportunidade de apontar para uma visão de um tipo de Reino Unido diferente, um Reino Unido mais justo, um Reino Unido mais igual, um Reino Unido do lado dos muitos, não dos poucos", disse Andrew Gwynne, chefe de campanha dos trabalhistas, ao canal Sky News.

O esboço de manifesto, que será finalizado em uma reunião na quinta-feira, foi vazado a dois jornais -- um sinal das divisões que se aprofundaram no partido sob a liderança de Corbyn, cujos apoiadores induziram a virada à esquerda contra a vontade de muitos parlamentares.

Ao fazê-lo, o Partido Trabalhista abriu caminho para que a primeira-ministra britânica, Theresa May, assuma o controle do centro do espectro político do país e apele a apoiadores mais tradicionais dos trabalhistas que defenderam a desfiliação da União Europeia, uma estratégia que deu a seu governista Partido Conservador uma grande vantagem nas pesquisas de intenção de voto.

Os apoiadores de Corbyn dizem que o manifesto é "transformador" e que as políticas que contêm desfrutam de amplo apoio.

Mas ele foi ironizado por apoiadores dos conservadores por ecoar o manifesto eleitoral trabalhista de viés de esquerda de 1983, descrito à época por um parlamentar trabalhista como "o bilhete de suicídio mais longo da história" por ajudar os conservadores a vencerem.

A decisão de May de convocar uma eleição antecipada para junho não somente surpreendeu seu próprio partido, mas obrigou os trabalhistas e outros partidos a correrem para formular propostas e campanhas quase do dia para a noite.

No esboço do manifesto, o Partido Trabalhista diz que irá reformar a governança corporativa, conter os "excessos dos conselhos diretores" estabelecendo um limite de 20 para 1 na proporção entre as maiores e as menores remunerações em empresas que têm contratos com o governo e proteger os pequenos negócios.

O texto ainda diz que não irá aceitar "nenhum acordo" com a UE, criticando a postura de May de que "nenhum acordo é melhor do que um acordo ruim" ao final das negociações da separação.

(Por Elizabeth Piper e Subrat Patnaik, em Bangalore)

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