Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Manifestantes em apoio à presidente deposta da Coreia do Sul, Park Geun-hye, entram em confronto com a polícia em Seul. 10/03/2017 Kyodo/via REUTERS

(reuters_tickers)

Por Joyce Lee e Cynthia Kim

SEUL (Reuters) - A Corte Constitucional da Coreia do Sul confirmou o impeachment da presidente Park Geun-hye e a removeu em definitivo do cargo nesta sexta-feira, em decorrência de um escândalo de corrupção que envolve a Samsung e em um momento de tensão crescente com a Coreia do Norte e a China.

O veredicto provocou protestos de centenas de apoiadores da presidente, e dois manifestantes foram mortos em confrontos com a polícia do lado de fora do tribunal.

Park é a primeira líder democraticamente eleita da Coreia do Sul a ser removida do cargo, em um processo que provocou meses de paralisia e crise no país devido a um escândalo que também resultou na prisão do chefe do conglomerado Samsung.

Uma eleição presidencial antecipada será realizada dentro de 60 dias.

Park não compareceu ao tribunal e um porta-voz disse que ela não fará comentários nem deve deixar a residência presidencial, a Casa Azul, nesta sexta-feira.

Park já estava afastada do cargo desde que teve o impeachment aprovado pelo Parlamento em dezembro, mas permaneceu na residência oficial enquanto aguardava o veredicto da Corte Constitucional.

O presidente em exercício do tribunal, Lee Jung-mi, disse que Park violou a Constituição "durante seu mandato" e, apesar da objeção do Parlamento e da mídia, ela tinha escondido a verdade e reprimido seus críticos.

Park, de 65 anos, nega veementemente qualquer irregularidade. Ela agora não tem mais imunidade presidencial e pode ser alvo de denúncia criminal pelos crimes de corrupção, extorsão e abuso de poder por ter conspirado com uma amiga, Choi Soon-sil.

Reuters