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Por Kirsti Knolle

VIENA (Reuters) - O principal tribunal da Áustria manteve nesta sexta-feira uma lei que permite a compra compulsória da casa onde Adolf Hitler nasceu, dizendo ser necessário impedir que a propriedade seja usada para glorificar a ideologia nazista.

Gerlinde Pommer-Angloher, a ex-proprietária da casa, havia apresentado uma contestação à corte constitucional em janeiro, argumentando que a expropriação governamental do imóvel de três andares em Braunau am Inn, na fronteira da Áustria com a Alemanha, é inconstitucional.

No início do ano o governo se aproprio da casa para evitar que o local se torne um local de peregrinação de neonazistas depois que Gerlinde recusou ofertas do Estado para comprá-la.

"Como visitas a esta propriedade... foram usadas por grupos e indivíduos de extrema-direita para a glorificação da ideologia nazista constitucionalmente desprezada... o Estado é obrigado a garantir por si mesmo que este abuso criminoso não possa se desenvolver", disse o presidente da corte, Gerhart Holzinger.

O advogado da antiga dona disse que acredita que sua cliente irá levar o caso à Corte Europeia de Direitos Humanos em Estrasburgo. "Ela irá dizer que precisamos continuar", disse Gerhard Lebitsch após o veredicto.

Independentemente disso, as negociações entre o Ministério do Interior e Gerlinde a respeito do pagamento de uma indenização pela casa irão começar em 26 de julho, informou o advogado, acrescentando que a oferta anterior da pasta, cerca de 300 mil euros, não era aceitável para sua cliente.

Os avôs de Gerlinde compraram a casa em 1913, mas foram obrigados a vendê-la em 1938. Após a guerra sua mãe a readquiriu.

A Áustria planeja reequipar o imóvel e convertê-lo em um centro para pessoas portadoras de deficiência na tentativa de romper sua conexão histórica com a ideologia de Hitler.

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Reuters