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Por Adnan Abidi

ROHTAK, Índia (Reuters) - Um juiz da Índia sentenciou a 20 anos de prisão nesta segunda-feira um guru cujos seguidores realizaram uma onda de ataques fatais depois que ele foi condenado por estupro na semana passada, mas um toque de recolher e uma forte presença policial com ordem de atirar para matar mantiveram os manifestantes à distância.

Um porta-voz do Escritório Central de Investigação, que apurou o caso, informou que Gurmeet Ram Rahim Singh cumprirá duas penas consecutivas de 10 anos de prisão, uma para cada condenação por estupro.

Anteriormente, autoridades do governo e advogados disseram à Reuters e a outros meios de comunicação que a sentença dupla seria cumprido simultaneamente por 10 anos.

Dezenas de milhares de policiais impuseram bloqueios em grandes partes de Haryana e Punjab, Estados do norte do país nos quais Gurmeet Ram Singh, de 50 anos, tem uma legião de seguidores.

A polícia de Haryana deu ordem para atirar sem hesitação em manifestantes antes da condenação e determinou que a audiência fosse realizada dentro da prisão onde Singh está detido.

Centenas de seguidores expressaram sua revolta quando ele foi sentenciado na sexta-feira, atacando estações de trem, ônibus e vans de canais de televisão.

Ao menos 38 pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas, provocando críticas de que o partido governista do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que também governa Haryana, se mostrou incapaz ou indisposto a agir contra os seguidores de Singh.

O caso remonta a 2002, quando duas seguidoras acusaram Singh de estupro na sede de seu culto Dera Sacha Sauda na cidade de Sirsa.

Singh, também conhecido como o "guru do brilho" por causa dos trajes cobertos de joias que usa em filmes produzidos por ele mesmo, enfrentava uma pena mínima de 7 anos, de acordo com as novas leis contra estupro.

Seu advogado, A.K.Panth, disse que seu cliente é inocente e que irá recorrer. Vipassana Insan, uma porta-voz do Dera Sacha Sauda, pediu que os seguidores de Singh respeitem a decisão da corte.

A prisão foi transformada em uma fortaleza, os jornalistas foram obrigados a ficar a 1,6 quilômetro de distância e as estradas foram guarnecidas de barricadas de arame farpado.

O caso sublinhou o fascínio da população do centro da Índia por gurus espirituais, que desfrutam de uma influência imensa devido à sua capacidade de mobilizar milhões de seguidores. Singh afirma ter mais de um milhão deles em seu site.

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Reuters