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Por Reed Stevenson
AMSTERDÃ (Reuters) - Juízes do tribunal para os crimes de guerra da antiga Iugoslávia ordenaram a nomeação de um advogado legal para Radovan Karadzic nesta quinta-feira após a recusa do ex-líder servo-bósnio de comparecer em seu julgamento desde o seu início, na semana passada.
As audiências do julgamento de crimes de guerra, nas quais Karadzic atuava como seu próprio advogado, foram adiadas até março de 2010 para dar aos novos advogados de defesa tempo para que se preparem, disse o juiz O-Gon Kwon em uma ordem judicial.
"Os interesses gerais da Justiça são melhor atendidos com a nomeação de um advogado", disse o juiz sul-coreano.
"A Câmara do Julgamento incentiva o acusado a discutir sua defesa e cooperar plenamente com o defensor nomeado, para que ele ou ela possa fazer o mais efetivo uso do tempo disponível para preparação", afirmou.
Karadzic, que negou as 11 acusações de crimes de guerra durante o conflito na Bósnia, entre 1992 e 1995, havia solicitado um tempo maior, mas juízes alertaram que nomeariam um advogado legal para representá-lo caso ele insistisse na recusa de participar do julgamento.
O ex-líder enfrenta duas acusações de genocídio, outra pela morte de mais de 7.000 bósnios muçulmanos no vilarejo de Srebrenica, em julho de 1995, e uma por outras atrocidades.
Karadzic, de 64 anos, liderou os sérvios que tentaram formar seu próprio Estado, a República Sérvia, na Bósnia, durante a desintegração da Iugoslávia no pior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
(Reportagem adicional de Gilbert Kreijger)

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Reuters