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PARIS (Reuters) - Centenas de alunos do ensino médio de Paris protestaram contra o uso de força policial nesta quinta-feira, bloqueando as entradas de uma dúzia de escolas antes de seguirem para uma manifestação proibida à qual agentes da tropa de choque compareceram em grande quantidade.

O protesto foi o mais recente de vários, muitos deles em subúrbios do norte da capital da França, que eclodiram depois que um jovem negro de 22 anos foi supostamente estuprado por um policial com um cassetete durante uma prisão ocorrida no dia 2 de fevereiro na região que abriga um grande número de imigrantes.

A passeata ocorreu dois meses antes de uma eleição presidencial na qual se prevê que a líder de extrema-direita Marine Le Pen, que chefia o partido anti-imigrante Frente Nacional, irá vencer o primeiro turno, mas perder o segundo marcado para 7 de maio.

A autoridade escolar de Paris disse que mais de 10 escolas foram afetadas pela mobilização dos jovens, que empilharam latas de lixo e outros objetos nos portões de entrada, mas que não recebeu relatos de violência nas instituições.

As redes sociais, porém, mostraram sinais de enfrentamento no entorno do que pareceu ter sido um protesto essencialmente pacífico na Place de la Nation, praça situada no leste da metrópole, onde a tropa de choque avançou sobre grupos de jovens na sua maioria encapuzados durante confrontos em ruas laterais.

Um helicóptero sobrevoava o local.

O departamento de polícia de Paris havia alertado as pessoas a ficarem longe da manifestação, dizendo que esta não foi autorizada e que existia o risco de grupos violentos causarem problemas, como aconteceu ao longo das últimas três semanas.

Quatro policiais foram suspensos enquanto aguardam um inquérito sobre o incidente de 2 de fevereiro. Um está sendo investigado formalmente pela suspeita de estupro e os outros três por uso desnecessário de força.

A vítima da prisão que desencadeou os protestos recentes recebeu uma visita do presidente francês, François Hollande, mais cedo neste mês, depois de ser hospitalizado devido a ferimentos no ânus e na cabeça, e pediu calma. Ele e sua família disseram ter fé no sistema de justiça.

Reuters