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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento na Casa Branca, em Washington. 12/06/2017 REUTERS/Carlos Barria

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Por Julia Harte

WASHINGTON (Reuters) - Mais de 190 parlamentares democratas entraram com um processo contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um tribunal federal nesta quarta-feira, alegando que o republicano aceitou fundos de Estados estrangeiros por meio de suas empresas sem consentimento do Congresso, em violação à Constituição.

A denúncia diz que Trump não buscou aprovação do Congresso para nenhum dos pagamentos que suas centenas de negócios receberam de governos estrangeiros desde que tomou posse em janeiro, embora a Constituição exija que ele o faça.

A Casa Branca não respondeu de imediato a pedidos de comentário, mas disse que os interesses comerciais do presidente não violam a Constituição.

A Organização Trump disse que irá doar os lucros de clientes que representam governos estrangeiros ao Tesouro dos EUA, mas não irá exigir que tais clientes se identifiquem.

Ao menos 30 senadores e 155 deputados são requerentes na ação civil apresentada nesta quarta-feira, o maior número de parlamentares a processar um presidente norte-americano em toda a história, de acordo com dois parlamentares que estão entre os requerentes.

A cláusula de "emolumentos estrangeiros" da carta magna dos EUA proíbe que ocupantes de cargos públicos aceitem pagamentos e vários outros presentes de governos estrangeiros sem aprovação do Congresso.

"A omissão do presidente em nos falar sobre estes emolumentos, em revelar os pagamentos e benefícios que está recebendo, significa que não podemos fazer nosso trabalho. Não podemos consentir com o que não conhecemos", disse o senador Richard Blumenthal, um dos parlamentares que apresentaram a ação civil, em uma teleconferência na terça-feira.

O deputado John Conyers, outro dos requerentes, acrescentou: "O presidente Trump tem conflitos de interesse em ao menos 25 países, e parece que ele está usando sua Presidência para maximizar seus lucros".

O Departamento de Justiça não quis comentar.

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Reuters