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Por John Irish

TAORMINA, Itália (Reuters) - No papel, Emmanuel Macron e Donald Trump têm pouca coisa em comum, mas quando os presidentes de França e Estados Unidos deixaram neste sábado o encontro do G7, na Sicília, o governante francês estava claramente preparado para o seu imprevisível colega das Américas.

Momentos desconfortáveis ocorreram em Bruxelas na quinta-feira, durante um encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), quando ambos pareciam duelar para ver quem dava o aperto de mão mais forte, o que causou apreensão sobre o posterior encontro mais informal entre os dois na Itália.

    Mas com Macron procurando cimentar seu status de presidente menos de um mês após sua vitória e três semanas antes de uma importante eleição para o Parlamento, o presidente de 39 anos adotou um método diferente dos outros líderes.

    A ideia era agradar e ouvir, em vez de confrontar, o presidente norte-americano, que tem 70 anos. Embora a chanceler alemã, Angela Merkel, tenha classificado como “insatisfatória” as discussões sobre as mudanças climáticas e evitava discordâncias no comércio, Macron optou por realçar os pontos positivos.

    “Encontrei-me com um líder que tem fortes convicções em um vários assuntos, algumas das quais eu compartilho, como terrorismo ou manter nossas posições na liga das nações”, afirmou Macron a repórteres sem citar a relação entre os dois.

    Foi uma retórica bem diferente da usada durante a campanha eleitoral, quando Macron pediu que cientistas e empresas abandonassem os EUA e imigrassem para a terra de inovação em que ele quer transformar a França.

    Ele também fez críticas veladas aos planos de Trump de construir um muro na fronteira com o México, comparando a ideia à Linha Maginot, que em 1940 falhou em manter os nazistas fora da França.

    Mas os rastros de críticas sumiram durante o encontro do G7. Entre aliados, Macron disse que sempre haverá diferenças, mas que elas precisam ser debatidas e arbitradas.

    A linguagem corporal entre os dois estava mais relaxada do que no encontro inicial de Bruxelas, e ambos foram flagrados brincando ocasionalmente.

    “Macron foi sólido em suas conversas com Trump. A ideia era não isolá-lo”, disse uma autoridade francesa, descrevendo o papel de Macron nas conversas como sendo o do “policial bom”.

    A recusa de Trump de endossar os acordos climáticos de Paris firmados em 2015 enfureceu os aliados, principalmente a França. Mas até nesse caso, Macron buscou ser otimista, descrevendo os dois dias de conversas como um “progresso”.

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Reuters