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WASHINGTON/SEUL (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu as portas nesta segunda-feira para um encontro com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, dizendo que ficaria honrado em se encontrar com o jovem líder sob as circunstâncias certas, mesmo que Pyongyang tenha sugerido que irá continuar seus testes de armas nucleares.

“Se fosse apropriado para mim encontrá-lo, eu certamente iria, ficaria honrado em fazê-lo”, disse Trump em entrevista à Bloomberg News. “Sob as circunstâncias certas, me encontraria com ele”, acrescentou.

Trump não disse quais condições seriam necessárias para tal encontro ou quando poderia acontecer, mas a Casa Branca informou posteriormente que a Coreia do Norte precisaria esclarecer muitas condições antes da realização de um encontro. “Claramente condições não estão lá agora”, disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.

“Não vejo isto acontecer tão cedo”, acrescentou Spicer.

Trump, que assumiu em janeiro, disse durante sua campanha presidencial que estaria disposto a se encontrar com Kim.

Desde então o seu governo tem dito que a Coreia do Norte precisa concordar em abandonar seu programa nuclear.

Na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que Washington não irá negociar com a Coreia do Norte. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, anteriormente nesta segunda-feira, disse que Trump deixou claro “que a era de paciência estratégica acabou”.

Posteriormente nesta segunda-feira, uma porta-voz do Departamento de Estado norte-americano disse em comunicado: “Os Estados Unidos continuam abertos a conversas convincentes sobre a desnuclearização da península coreana; no entanto, condições devem mudar antes de haver qualquer oportunidade para retomada de conversas”, acrescentando que a Coreia do Norte deve abandonar seu programa de armas nucleares.

As tensões na península coreana têm sido subido por semanas, motivadas pelo temor de que o Norte possa realizar um teste de mísseis de longo alcance, ou seu sexto teste nuclear, por volta da data de aniversário de 15 de abril do nascimento do seu fundador.

A Coreia do Norte disse, mais cedo nesta segunda-feira, que irá impulsionar sua força nuclear “ao máximo” de uma “maneira sucessiva e consecutiva em qualquer momento” em face ao que chama de agressão e histeria dos EUA.

A Coreia do Norte, tecnicamente ainda em guerra com o Sul após o conflito de 1950 a 1953 terminar em uma trégua, e não em um tratado, regularmente ameaça destruir os EUA, Japão e Coreia do Sul e tem dito que irá seguir com seus programas nuclear e de mísseis para conter perceptível agressão norte-americana.

Trump alertou em entrevista à Reuters na quinta-feira que um “grande, grande conflito” com a Coreia do Norte é possível, enquanto a China informou na semana passada que a situação na península coreana pode aumentar ou fugir do controle.

(Reportagem adicional de David Brunnstrom, em Washington)

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