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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento na Casa Branca, em Washington. 23/06/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta segunda-feira suas críticas contra a maneira como o ex-presidente democrata Barack Obama lidou com a suposta interferência russa na campanha presidencial norte-americana de 2016, acusando seu predecessor de conspiração e exigindo um pedido de desculpas por parte dos investigadores.

Trump tem criticado cada vez mais as investigações em andamento sobre o papel da Rússia na eleição e sobre a possível conspiração por parte de sua campanha. O presidente republicano disse que Obama "conspirou ou obstruiu", mas não deu detalhes sobre a acusação.

"A razão pela qual o presidente Obama não fez nada sobre a Rússia depois de ser notificado pela CIA sobre a interferência é que ele esperava que Clinton ganharia... e não queria 'balançar o barco'. Ele não 'travou', ele conspirou ou obstruiu e isso não ajudou em nada os democratas ou a trapaceira Hillary", escreveu, se referindo à Hillary Clinton, sua adversária nas eleições presidenciais.

A Casa Branca encaminhou todas as questões sobre as investigações sobre a Rússia para o advogado pessoal de Trump, Marc Kasowitz.

Representantes de Kasowitz assim como de Obama não responderam de imediato aos pedidos por comentários sobre a mais recente declaração de Trump.

Em uma entrevista para a Fox News exibida no domingo, Trump disse ter descoberto que Obama soube sobre a questão da Rússia muito antes da eleição, mas que ele "não fez nada sobre isso".

O procurador especial do Departamento de Justiça, Robert Mueller, ao lado de diversos comitês do Congresso estão investigando a suposta interferência da Rússia na eleição e qualquer possível laço com a equipe de campanha de Trump ou associados.

O governo de Obama acusou a Rússia formalmente em outubro de realizar ciberataques contra organizações do Partido Democrata antes da eleição no dia 8 de novembro. Em dezembro, Obama pediu que agências de inteligência revisassem ciberataques e interferências estrangeiras na eleição e que o entregassem um relatório antes que ele deixasse o cargo, no dia 20 de janeiro.

As agências de inteligência afirmaram em janeiro ter concluído que Moscou tentou influenciar a eleição a favor de Trump, ao hackear e-mails de democratas graduados e vazar seus conteúdos.

O Kremlin negou essa interferência e Trump negou ter participado de qualquer conspiração.

(Reportagem adicional de Mohammad Zargham)

Reuters