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Presidente dos EUA, Donald Trump, e assessor de segurança nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, embarcam no Air Force One. 16/06/2017 REUTERS/Carlos Barria

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Por Susan Heavey

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta sexta-feira que está sendo investigado pessoalmente em um inquérito a respeito da suposta interferência da Rússia na eleição presidencial do ano passado e de um possível conspiração de sua campanha, uma investigação que ofuscando seus cinco meses no cargo.

"Estou sendo investigado por demitir o diretor do FBI pelo homem que me disse para demitir o diretor do FBI! Caça às bruxas", escreveu Trump no Twitter.

Trump não especificou a quem se referia, mas pareceu estar questionando a integridade do vice-procurador-geral Rod Rosenstein, número dois do Departamento de Justiça. Em 17 de maio Rosenstein nomeou Robert Mueller como conselheiro especial para liderar um inquérito sobre a questão russa.

Também em maio Rosenstein redigiu um memorando para Trump criticando duramente o desempenho do então diretor da Polícia Federal dos EUA, James Comey. Embora o governo tenha dito inicialmente que a carta foi a razão de Trump ter demitido Comey em 9 de maio, mais tarde o presidente disse que o fez por causa "da coisa da Rússia".

Na semana passada, Comey disse ao um comitê do Senado que acredita ter sido demitido por Trump por causa da investigação do FBI sobre a Rússia. Comey também afirmou que Trump o instruiu a desistir de uma investigação relacionada a respeito do ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn.

Uma pessoa a par do inquérito de Mueller, que falou sob condição de anonimato, disse na quinta-feira que Mueller está analisando se Trump tentou obstruiu a investigação a respeito da Rússia.

O presidente republicano vem se queixando repetidamente do inquérito, que classificou como uma caça às bruxas, e dizendo que os democratas não conseguem aceitar sua vitória eleitoral.

Trump disse na semana passada ter se sentido vindicado pelo depoimento de Comey no dia 8 de junho, no qual este disse que Trump não foi alvo de investigação enquanto ele comandava o FBI.

Vários comitês do Congresso também estão investigando a questão russa. Agências de inteligência dos EUA concluíram, em um relatório divulgado em janeiro, que a Rússia interferiu na corrida presidencial para tentar ajudar Trump a vencer, em parte através de invasões cibernéticas e da divulgação de emails prejudiciais à candidata democrata, Hillary Clinton.

Moscou nega qualquer ingerência, e a Casa Branca nega qualquer conspiração.

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