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Presidente dos EUA, Donald Trump 01/06/2017 REUTERS/Kevin Lamarque

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Por Valerie Parent e Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que vai retirar os Estados Unidos do acordo global de 2015 sobre o clima, rejeitando pedidos de aliados dos EUA e líderes corporativos, em uma ação que cumpriu sua promessa de campanha.

"Estamos saindo", disse Trump em uma cerimônia na Casa Branca, quando criticou os encargos financeiros do acordo de Paris.

"Para cumprir o meu dever solene de proteger a América e seus cidadãos, os Estados Unidos se retirarão do acordo climático de Paris", declarou Trump.

Mas ele acrescentou que os Estados Unidos iniciariam negociações para voltar a entrar no acordo de Paris ou em "um novo tratado em condições justas para os Estados Unidos, seus negócios, seus trabalhadores, seu povo e seus contribuintes".

A decisão dos Estados Unidos aprofunda um atrito com aliados dos EUA e coloca o país ao lado de Síria e Nicarágua como as únicas nações do mundo a não participarem do acordo histórico de 195 países firmado em Paris em 2015.

A Comissão Europeia disse lamentar profundamente a saída dos EUA do acordo de Paris, dizendo que buscará novas alianças para combater a mudança climática.

"A UE fortalecerá suas parcerias existentes e buscará novas alianças das maiores economias do mundo para os Estados insulares mais vulneráveis", afirmou.

Cientistas disseram que a saída dos EUA pode acelerar os efeitos da mudança climática global, provocando ondas de calor, enchentes, secas e tempestades violentas mais frequentes.

Durante a campanha presidencial de 2016 Trump repudiou o acordo, dizendo que custaria trilhões de dólares aos EUA sem nenhum benefício tangível.

À época o republicano prometeu "cancelar" o acordo de Paris até 100 dias depois de tomar posse, em 20 de janeiro, como parte de um esforço para fortalecer as indústrias norte-americanas de petróleo e carvão.

Mas desde que assumiu o presidente vinha sendo pressionado por conselheiros, aliados próximos, CEOs, democratas e até alguns colegas republicanos para manter o país no acordo, o que o fez repensar e adiar sua decisão.

Reuters

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