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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington 28/08/2017 REUTERS/Carlos Barria

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GENEBRA (Reuters) - As críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, equivalem a um ataque contra a liberdade de imprensa e podem incitar violência contra jornalistas, disse o chefe de direitos humanos da ONU nesta quarta-feira.

Zeid Ra'ad al-Hussein disse que Trump também fez comentários preocupantes sobre mulheres, mexicanos e muçulmanos e chegou a questionar a abordagem do presidente norte-americano em relação a imigração e a decisão de perdoar o ex-xerife do Arizona acusado de racismo Joe Arpaio.

Não houve resposta imediata da Casa Branca a ampla repreensão das repetidas menções de Trump à "mídia falsa" e de alguns de seus outros comentários e decisões.

"É realmente bem surpreendente quando você pensa que a liberdade de imprensa, que é, não apenas um tipo de pilar da Constituição dos Estados Unidos, mas algo que os Estados Unidos defenderam durante os anos, está agora sob ataque do presidente", disse o alto comissário para direitos humanos da ONU.

"É um tipo de reviravolta estonteante. E, finalmente, a sequência é perigosa", disse em coletiva de imprensa.

Se referindo ao jornais New York Times, Washington Post e ao canal de televisão CNN, ele acrescentou: "Chamar essas organizações de 'falsas' causa danos tremendos e se referir a jornalistas individuais dessa maneira, eu tenho que fazer a pergunta, isso não é uma incitação para que outros ataquem jornalistas?".

Zeid expressou a preocupação com um jornalista do The Guardian que foi "agredido recentemente nos Estados Unidos" mas não forneceu detalhes.

Trump atacou jornalistas na última semana, classificando-os de "pessoas verdadeiramente desonestas" e criticando sua cobertura de um protesto organizado por supremacistas brancos em Virgínia, e das consequências políticas de seus comentários de que a violência em Charlottesville foi causada por "muitos lados".

Saudações nazistas, suásticas, insultos antissemitas e referências racistas aos afro-americanos não têm "nenhum lugar nos Estados Unidos ou além", disse Zeid, em seus primeiros comentários sobre os eventos em Charlottesville.

Trump também fez observações preocupantes sobre mulheres, mexicanos e muçulmanos, "zombou publicamente de uma pessoa com deficiência" e emitiu um decreto proibindo transgêneros no Exército, disse ele.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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