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Presidente dos EUA, Donald Trump, e chanceler alemã, Angela Merkel. 06/07/2017 REUTERS/Michael Kappeler/POOL

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Por Roberta Rampton e Joseph Nasr

HAMBURGO (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à cúpula do G20 em Hamburgo nesta quinta-feira correndo o risco de ficar isolado na questão do combate às mudanças climáticas e de sofrer a ira de manifestantes anticapitalismo que ameaçam interromper a reunião das maiores potências econômicas do mundo. 

Trump, que parou para acenar ao descer os degraus do avião presidencial Força Aérea Um ao lado da esposa, Melania, enfrenta um possível confronto desafiador com líderes das outras grandes economias do G20 depois de retirar os EUA do acordo do clima de Paris de 2015.

A política comercial é outra área contenciosa na cúpula, que os manifestantes prometeram atrapalhar. "Bem-vindos ao Inferno" foi sua saudação a Trump e outros líderes que chegavam à cidade alemã para a reunião de dois dias, que começa oficialmente na sexta-feira.

A chanceler da Alemanha e anfitriã do encontro, Angela Merkel, disse estar comprometida com um sistema comercial internacional aberto, apesar dos temores do protecionismo norte-americano sob a gestão Trump.

"Estamos unidos em nosso desejo de fortalecer as relações multilaterais na cúpula do G20... precisamos de uma sociedade aberta, especialmente de fluxos de comércio abertos", disse Merkel, que concorre a um quarto mandato em setembro, em Berlim.

Há opções para se encontrar uma solução para o clima, afirmou ela ao chegar a Hamburgo, acrescentando que, como anfitriã do encontro, irá trabalhar para encontrar caminhos consensuais.

A chanceler e Trump se reuniram pouco após o desembarque do presidente norte-americano, antes de os líderes iniciarem a cúpula de fato na sexta-feira para debaterem uma gama de assuntos que incluem meio ambiente, comércio, imigração, apoio à África e combate ao terrorismo.

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, é outro dos líderes com quem Merkel irá conversar antes da cúpula.

Trump, que mais cedo, na Polônia, pediu aos parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que gastem mais com a defesa e disse que irá confrontar a ameaça da Coreia do Norte, também deve ter seu primeiro encontro cara a cara com o presidente russo, Vladimir Putin, nos bastidores da cúpula.

A reunião, marcada para sexta-feira, será acompanhada com atenção, já que os laços mútuos continuam tensos devido às alegações norte-americanas de que os russos interferiram na eleição dos EUA do ano passado com ataques cibernéticos, à Síria, à Ucrânia e a uma investigação nos EUA sobre as ligações de associados de Trump com Moscou.

Antes do encontro, Putin expressou todo seu apoio ao pacto de Paris.

"Vemos o Acordo de Paris como uma base segura para a regulamentação climática de longo prazo fundada na lei internacional, e queremos fazer uma contribuição abrangente à sua implementação", disse ele ao diário comercial alemão Handelsblatt.

Milhares de manifestantes de toda a Europa, que afirmam que o G20 não solucionou vários dos problemas ameaçando a paz mundial, acorreram a Hamburgo para participarem da principal passeata, apelidada de "Bem-vindos ao Inferno" pela aliança de grupos anticapitalistas que a organizaram.

Entre os 100 mil manifestantes esperados na localidade, cerca de 8 mil são vistos pelas forças de segurança como inclinados à violência. Até 20 mil policiais estarão de plantão para vigiar a manifestação principal.

(Por Madeline Chambers)

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