Por Parisa Hafezi e Makini Brice

DUBAI/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o Irã nesta sexta-feira pelos ataques contra dois navios-tanque na entrada do Golfo Pérsico, apesar das negações do governo iraniano, aumentando o temor de um confronto na rota vital de transporte de petróleo.

Mais cedo o Irã refutou as acusações norte-americanas de que esteve por trás dos ataques de quinta-feira, que danificaram dois navios-tanque. O país já insinuou que poderia bloquear o Estreito de Hormuz, a principal rota do petróleo do Oriente Médio, se suas próprias exportações forem impedidas.

As explosões ocorreram após ataques semelhantes a quatro navios-tanque no mês passado, que Washington também atribuiu aos iranianos.

Eles coincidem com um momento de escalada na tensão entre os dois países. Em maio, os EUA endureceram as sanções econômicas contra o Irã, que em reação ameaçou acelerar suas atividades nucleares.

"Foi o Irã, e vocês sabem que foi porque viram o barco", disse Trump à Fox News.

Ele se referia a um vídeo divulgado na quinta-feira pelos militares dos EUA que Washington disse mostrar que a Guarda Revolucionária do Irã esteve por trás das explosões que atingiram o norueguês Front Altair e o japonês Kokuka Courageous no Golfo de Omã, na entrada do Golfo Pérsico.

O Irã disse que o vídeo não prova nada e que está sendo transformado em bode expiatório. "Estas acusações são alarmantes", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Abbas Mousavi.

Os dois países disseram não ter interesse em começar uma guerra, mas isso fez pouco para apaziguar os receios de que os dois arqui-inimigos acabem entrando em conflito.

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