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Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com Steve Bannon na Casa Branca, em Washington 22/01/2017 REUTERS/Carlos Barria

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Por Jeff Mason e Steve Holland

WASHINGTON/HAGERSTOWN (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta sexta-feira o estrategista-chefe Stephen Bannon, na mais recente reestruturação da Casa Branca, removendo o arquiteto de extrema-direita de sua vitória eleitoral em 2016 e uma força por trás de sua agenda antiglobalização e pró-nacionalista.

Antes da reestruturação mais recente, Bannon, conhecido por suas visões políticas de extrema-direita, havia disputado com facções mais moderadas dentro de uma Casa Branca rachada por rivalidades e traições.

Autoridades da Casa Branca disseram que Trump havia determinado que seu recém-nomeado chefe de gabinete, John Kelly, reprimisse as disputas e conflitos internos, e que os comentários de Bannon nesta semana à revista liberal American Prospect, nos quais falava abertamente sobre mirar adversários dentro do governo, foi a gota final que selou seu destino.

Trump, há sete meses no cargo, se tornou cada vez mais isolado por conta de seus comentários após violência supremacista branca na cidade de Charlottesville, na Virgínia, no sábado.

À medida que Trump se tornou alvo de críticas de importantes colegas republicanos, líderes empresariais e aliados estrangeiros dos EUA, ele enfrentou crescentes pedidos pela demissão de Bannon.

“O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, e Steve Bannon concordaram mutuamente que hoje será o último dia de Steve”, disse a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders em comunicado nesta sexta-feira. “Nós somos gratos por seu serviço e lhe desejamos o melhor”.

Bannon comandou anteriormente o site da direita Breitbart News e encabeçou sua transformação em um fórum para a “alt-right”, uma livre confederação online de neonazistas, supremacistas brancos e antissemitas.

Ele se tornou a mais recente figura-chave a sair abruptamente de uma Casa Branca que tem estado caótica desde seus primeiros dias no poder e já perdeu um chefe de gabinete, um assessor de segurança nacional, dois diretores de comunicações e um porta-voz-chefe.

A Presidência de Trump também tem sido alvo de investigações em andamento no Congresso e de um conselheiro especial nomeado pelo Departamento de Justiça sobre possível conluio entre sua campanha presidencial e a Rússia, algo que Trump e Moscou negam.

Críticos acusaram Bannon de ter sentimentos antissemitas e nacionalistas brancos.

Um defensor do nacionalismo econômico e um provocador político, Bannon, de 63 anos, é um ex-oficial do Corpo de Fuzileiros Navais, ex-banqueiro de investimentos da Goldman Sachs e ex-produtor de filmes de Hollywood.

Democratas elogiaram a saída de Bannon.

“Há menos um supremacista branco na Casa Branca, mas isto não altera o homem sentado atrás da mesa de decisões”, disse o porta-voz do Comitê Nacional Democrata, Michael Tyler, em comunicado, se referindo à mesa de Trump no Salão Oval.

“Donald Trump passou décadas abastecendo ódio em comunidades, incluindo suas tentativas recentes de dividir nosso país e dar voz a supremacistas brancos”.

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Reuters