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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante declaração em Nova York 15/08/2017 REUTERS/Kevin Lamarque

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CAIRO (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, na quinta-feira, e disse estar disposto a superar quaisquer obstáculos para a cooperação, poucos dias depois de os EUA terem suspendido parte da ajuda financeira ao Egito.

"O presidente Abdel Fattah al-Sisi recebeu hoje à noite um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou a força da amizade entre o Egito e os Estados Unidos e expressou sua disposição para continuar a desenvolver o relacionamento e superar quaisquer obstáculos que possam afetá-lo", disse o gabinete de Sisi em um comunicado no final da quinta-feira.

Na terça-feira, duas fontes norte-americanas a par do assunto disseram à Reuters que Washington decidiu negar ao Egito 95,7 milhões de dólares de auxílio e adiar outros 195 milhões de dólares, por considerar que o país não tem progredido quanto ao respeito pelos direitos humanos e pela democracia.

O Egito, um parceiro regional importante para os EUA por controlar o Canal de Suez e fazer fronteira com Israel, recebe 1,3 bilhão de dólares por ano do aliado EUA e criticou a decisão.

Na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores egípcio disse que a decisão de reter a ajuda refletiu um "julgamento equivocado" e que pode ter "implicações negativas" na conquista de objetivos e interesses comuns aos dois países.

A decisão reflete o desejo dos EUA de continuar com uma cooperação de segurança, além da frustração com a postura do Cairo quanto às liberdades civis -- em especial com uma nova lei que regulamenta organizações não governamentais e é amplamente vista como parte de uma repressão crescente à dissidência, disseram as fontes norte-americanas, que falaram sob condição de anonimato.

Ativistas egípcios de direitos humanos disseram estar enfrentando a pior repressão de sua história com Sisi, que acusam de ter eliminado as liberdades conquistadas na Primavera Árabe de 2011, que encerrou o governo de 30 anos de Hosni Mubarak.

Parlamentares do Egito afirmaram que a nova lei das ONGs é necessária para a segurança nacional. Há tempos o governo do Cairo acusa grupos de direitos humanos de receberem fundos estrangeiros para semear o caos, e vários estão sendo investigados por causa de seu financiamento.

Sisi e seu chanceler, Sameh Shoukry, se reuniram com Jared Kushner, genro e um dos principais conselheiros de Trump, na quarta-feira, mas nem a Presidência nem a chancelaria mencionaram a questão da ajuda financeira nas declarações emitidas após os encontros.

(Por Ahmed Aboulenein)

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Reuters