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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no palácio de Akasaka, em Tóquio 06/11/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

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Por Steve Holland e Elaine Lies

TÓQUIO (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que seu país está ao lado do Japão, seu aliado próximo, contra a "ameaça" da Coreia do Norte e que Washington trabalhará com Tóquio para solucionar problemas comerciais entre a primeira e terceira economias do mundo.

Falando após uma reunião com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em Tóquio, Trump repetiu seu mantra de que a "era da paciência estratégica" com a Coreia do Norte acabou e que EUA e Japão estão trabalhando para conter as "agressões perigosas" do regime norte-coreano, que disparou dois foguetes sobre o território japonês.

Ele disse que o Japão "abaterá" mísseis norte-coreanos depois que concluir a compra de equipamento militar norte-americano.

Abe, por sua vez, disse que Tóquio o fará "se necessário".

Trump também pressionou o Japão a reduzir seu déficit comercial com os EUA e comprar mais equipamento militar norte-americano, mas Abe driblou questões a respeito do primeiro tópico.

O presidente dos EUA está no segundo dos 12 dias de sua turnê asiática, concentrada no comércio e nos programas de mísseis nucleares norte-coreanos.

"O mais importante é que estamos trabalhando para nos contrapor às agressões perigosas do regime da Coreia do Norte", disse Trump, classificando os testes nucleares e lançamentos recentes de mísseis balísticos de Pyongyang sobre o Japão de "uma ameaça ao mundo civilizado, à paz e à estabilidade internacionais".

"Algumas pessoas dizem que minha retórica é muito forte. Mas vejam o que aconteceu com uma retórica muito fraca ao longo dos últimos 25 anos. Vejam onde estamos agora", acrescentou.

As ações recentes da Coreia do Norte aumentaram as apostas no desafio internacional mais sério do mandato de Trump.

O líder norte-americano abalou alguns aliados com sua promessa de "destruir totalmente" a Coreia do Norte se esta ameaçar os EUA e com sua qualificação do líder norte-coreano, Kim Jong Un, como um "homem-foguete" em uma missão suicida.

Abe, com quem Trump desenvolveu uma boa relação em diversas cúpulas e telefonemas, repetiu na mesma coletiva de imprensa que sua nação apoia a posição de Trump de que "todas as opções" estão sendo cogitadas, dizendo estar na hora de exercer o máximo de pressão em Pyongyang e que os dois países estão "100 por cento" de acordo nesta questão.

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Reuters